Passava férias em casa do pai: Agente da Polícia mata adolescente de 14 anos com tiro na cabeça, está impune!!!
Um adolescente de 14 anos de idade, que em vida se chamou Kiala Eugénio, carinhosamente tratado por Kilson, perdeu a vida no dia 22 de Agosto, no hospital Américo Boavida, depois de ser atingido com um tiro na cabeça efectuado por um agente da Polícia, quando brincava em companhia dos amigos no interior de armazém.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O crime ocorreu no quintal de um armazém abandonado, localizado na rua da escola Avó Ciana, Quarteirão 3, Zona 5, Distrito Urbano do Kicolo, Município de Cacuaco.
Segundo Manuel Pedro Neto, pai da vítima, na manhã de segunda-feira, 14 do mês de Agosto, o seu filho brincava com os amigos sem nenhum problema.
No entanto, recorda que, um dia antes, o colégio Avó Ciana localizado no mesmo bairro, havia sido assaltado por pessoas desconhecidas.
No fatídico dia, o subdirector pedagógico do colégio, identificado por “Ninger”, deslocou-se até a esquadra de polícia da Boa Esperança para apresentar queixa.
"Os vizinhos contaram que o subdirector pedagógico apareceu no bairro com um indivíduo descaracterizado, efectivo da polícia, para inspeccionar o local”, narrou. O polícia, conta, ao se aperceber que haviam meninos a brincar num espaço próximo ao colégio (armazém abandonado), escalou o muro, sacou a pistola da cintura e, sem mais nem menos, efectuou três disparos tendo um deles atingido a cabeça do menor.
“Foram no total três disparos, um atingiu a cabeça do meu filho, e outro o braço de uma outra criança”, lamentou.
Colegas protegem assassino
Depois de acertar os meninos, o agente, não identificado, entrou as pressas no interior do colégio com o subdirector e trocou as vestes para não ser localizado, e saiu como se nada tivesse acontecido.
O pai do malogrado, por sua vez, lamenta o facto de passados mais de 15 dias, e mesmo depois de ter efectuado uma queixa no Comando de Cacuaco ninguém diz nada.
“Hoje, quarta-feira, 30, (de Agosto) estive no Serviço de Investigação Criminal de Cacuaco, mas não consegui nenhuma informação, nem sequer o número de processo tenho, até agora ninguém diz nada e estou a ser abandalhado, por isso peço ao Comandante Provincial da Policia Nacional em Luanda, ao chefe máximo do SIC que me ajudem a localizar o polícia que matou o meu filho, as pessoas não podem morrer assim como animais, o subdirector do colégio sabe quem matou o meu filho, mas está impune e ninguém faz absolutamente nada”, chorou.
Férias fatal
O adolescente estava em férias em casa do pai, sendo que vive com a mãe, num outro bairro.
"Perdi o meu filho numa brincadeira, ele veio apenas passar férias escolares e morre na inocência", deplorou.
Este jornal sabe que a administração do Distrito Urbano do Kicolo, em acto de solidariedade, responsabilizou-se na compra do caixão.
Os restos mortais de Kiala Eugénio foram a enterrar na manhã de sábado, 26, no Cemitério da Mulemba.










