Um caixão, Akz 70 mil, saco de arroz e fuba: Corpo de jovem assassinado por Inspector da Polícia repousa no cemitério da Mulemba
Depois de 13 dias colocados numa gaveta da morgue do Hospital de Cacuaco, finalmente, os restos mortais de Silva Sebastião, de 36 anos de idade, morto a tiro por um efectivo da Polícia Nacional em Viana, foi a enterrar no domingo, 17, no cemitério da Mulemba, em Luanda.
Por: Kihunga Bessa
Na semana passada, o NA MIRA DO CRIME fez referência do caso de um jovem de 36 anos, vendedor ambulante, alvejado no pescoço por um inspector da Polícia, colocado na Esquadra da Boa-Fé, em Viana, quando supostamente perseguia marginais.
Depois do ‘abandalho’ da corporação, que não dava assistência a esposa do malogrado que nada tem para sobreviver, uma vez que dependia da venda ambulante do marido, o corpo da vítima ficou mais de 10 dias a espera de um caixão e meios para realização do funeral.
O comandante da Esquadra da Boa-Fé, apenas conhecido por "Obama" protegia o seu homem, e em várias ocasiões desrespeitou a viúva, que procurava soluções para enterrar o marido.
De acordo com Teresa António Pascual, cunhada do falecido, na quinta-feira, 14, por volta das 9 horas, receberam um telefonema por parte da Secção de Administração e Serviços logístico do Comando Municipal de Viana, a fim de se fazerem presentes no local.
"Na sexta-feira, 15, eu e a minha irmã Madalena, esposa do falecido, fomos até ao comando conforme combinado, mas não conseguimos conversar porque estavam mesmo muito ocupados", disse, acrescentando que tiveram que regressar no sábado, 16, onde foram recebidos pelo director daquela secção, conhecido apenas por Almeida.
“Ele disponibilizou um caixão, bens alimentares diversos como um saco de arroz, um saco de fuba de milho, 10 litros de óleo, uma caixa de massa alimentar, uma caixa de coxa de frango e 70 mil kwanzas, que possibilitaram a realização do funeral do meu cunhado”.
A viúva, madalena, diz que já tem o número do processo, mas não tem certeza se o assassino do seu esposo está detido.
"Não sei se o mesmo está preso, porque como sou pobre, ninguém me diz absolutamente nada, apenas me deram o número do processo, mas prometo não parar até vê-lo pagar pelo crime que cometeu", garantiu,
Vale lembrar que Silva deixa viúva e cinco filhos com idades entre 2 e 12 anos de idade.










