No Belas: Cidadão de 39 anos assassinado por marginais durante assalto a sua residência
O bairro Sagrada Família, distrito urbano da Zona Verde 3, município de Belas, está refém de bandidos que não dão um mínimo de sossego aos moradores. Assaltos à mão armada, roubo, violações e assassinatos estão na ordem do dia.
Por: Cambuta Vieira (Estagiária)
O cidadão Rui José Mateus Gaspar, de 39 anos de idade, foi assassinado na sua residência, quando os marginais se introduziram no interior da mesma com ajuda de uma marreta.
A viúva, Felisberta Rodrigues Gaspar, contou ao Na Mira do Crime, que os factos ocorreram na madrugada da passada quinta-feira (28), quando um grupo de 5 elementos armados com pistolas e facas, fizeram um arrastão naquela zona.
Na sequência, escalaram a sua residência, introduziram-se no interior da casa com ajuda de uma marreta, depois de arrombarem a porta, e exigiram valores.
Na tentativa de salvaguardar a família, Rui Gaspar foi alvejado com um tiro na perna e esfaqueado 3 vezes; duas facadas nas costas e uma no peito.
O cidadão não resistiu e acabou por falecer no local dos factos. Rui vivia naquela zona apenas há 26 dias.
Os meliantes subtraíram bens como duas telas, uma garrafa de gás, 4 telefones e valores monetários avaliados em 50 mil kwanzas.
Uma moradora, cujo nome não se revela por razões óbvias, residente na zona há mais de 2 anos, relatou ao Na Mira do Crime que os meliantes em causa são um total de 15 indivíduos.
“O grupo não tem nome, porque não são daqui; eles andam todos armados com pistolas, facas e marretas para facilitar-lhes arrombar as nossas casas; eles fazem e desfazem, nós aqui não temos polícia e abandonamos a casa para dormir por cima das árvores, não temos paz, o senhor Rui não é o único caso de morte aqui na Zona Verde”, lamentou a senhora.
Os moradores do bairro Sagrada Família, distrito urbano da Zona Verde 3, município de Belas, clamam por socorro das autoridades e apelam para a presença efectiva da polícia no bairro, visto que a onda de assaltos e assassinatos são frequentes naquela zona e a situação atingiu proporções alarmantes. Rui José Mateus Gaspar, era funcionário da empresa EPAL e deixa uma viúva e 5 filhos menores.










