Amarradas e com a garganta cortada: SIC com dificuldades em esclarecer homicídio de duas crianças de 10 e 2 anos de idade
Na manhã do dia 7 de Abril de 2022, o Na Mira do Crime reportou o caso de homicídio, onde duas crianças (irmãs) de 10 e 2 anos de idade, residentes da província do Cuanza Norte, haviam sido barbaramente assassinadas, depois de serem dadas como desaparecidas. Um ano e seis meses depois, verdade é o Serviço de Investigação Criminal (SIC), continua sem evidencias de quem praticou este acto bárbaro, e a culpa, mais uma vez, vai morrendo sozinha, deixando um vácuo nas obrigações das nossas polícias criminais.
Por: Ngunza Chipenda
Os factos contam que, na manhã de terça-feira, 05 de Abril, no município de Gulungo Alto, bairro Limitada, província do Cuanza Norte, a população ficou em alvoroço depois de encontrar, numa obra abandonada, o corpo de duas crianças de 10 e 2 anos de idade (irmãs), sendo Esperança Carlos Gonçalves Bernardo e Manucha Pedro João António Vicente, com sinais de cortes no pescoço.
Maria Domingos Cuxixima António, de 28 anos de idade, na altura explicou ao Na Mira do Crime que as meninas haviam desaparecido do convívio familiar três dias antes, isto é no sábado, 2, por volta 16horas, depois de terem recebido das suas mãos, 50 kwanzas para comprar pão no mercado Municipal.
No entanto, a ida das meninas foi sem regresso, sendo que, depois de tanta procura pelas menores, os corpos das crianças foram encontrados no interior de uma residência, em frente ao supermercado “Nosso Super”, com sinais de lesões em várias partes do corpo.
Criança de 10 anos morreu com a irmã amarrada nas costas
O NA MIRA DO CRIME, em contacto com as imagens chocantes, assistimos o triste filme onde a de 10 anos de idade, tinha a irmã amarrada com um pano as costas.
SIC prometeu tudo fazer para esclarecer o hediondo crime, mas…
Na altura, tão logo as autoridades tomaram conhecimento da presença do corpo das meninas naquele local, uma equipa do SIC, integrada por efectivos da Ordem Pública e profissionais da Saúde Pública do Hospital Municipal, deslocaram-se até ao local e, na presença dos progenitores, confirmaram a tragédia.
Após um exame físico feito pelos técnicos da Saúde Pública e tendo em conta o estado em que se encontravam os corpos, a família decidiu proceder o enterro na mesma data.
Atendendo a complexidade do crime, este jornal sabe que foi criada uma Task force no SIC-Provincial, composta por profissionais do Departamento de Operações e Crimes Contra as Pessoas, com vista a esclarecer rapidamente o hediondo crime e, localizar os presumíveis autores e levá-los as barras da justiça.
Porém, passado ano e meio, e das várias vezes que contactamos o SIC-local para mais esclarecimentos sobre o caso, verdade é que tudo continua como começou.
Lermaisem:https://namiradocrime.info/show/5582










