Matengó - Operativo do SIC e principal suspeito de executar moto-taxista com sete tiros na cabeça continua impune
Euclides José Paulo, de 31 anos de idade, jovem em idade promissora, teve a vida interrompida (executado) supostamente por indivíduos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) – Cazenga, que ter-se-ão enganado no alvo e abateram o jovem moto-taxista, depois de o terem raptado às 21 horas da 5ª Avenida, na “placa” (paragem) onde transportava passageiros. O corpo foi encontrado horas depois sem vida numa vala no distrito do Kalawenda crivado por sete tiros.
Por: Kiamukula Kanuma
Passados 70 dias desde o passamento físico do jovem Euclides José Paulo, que carinhosamente era tratado por “Danick Moda”, o Serviço de Investigação Criminal demostra falta de interesse, protecção ou omissão, em resolver o caso, atendendo que o processo nº 5357/23-PGR sob o registo nº 3243/23-Cz, “se não está parado foi largado à sua sorte”, disse o avô, constituinte no processo, ao Na Mira do Crime.
“Provas bastantes foram fornecidas pelos familiares, nós ajudamos os efectivos do SIC-Cazenga no acesso às câmaras de vigilância das bombas de combustível da Pumangol-Bananeiras, onde a viatura de marca Land Cruiser, de cor branca e vidros fumados com a característica das viaturas que o SIC usa, com a chapa de matrícula LD-93-99-CC, abasteceu às 00h40”, afirma.
O cidadão explica que levaram para “o SIC-Cazenga uma das várias testemunhas que permitiu o SIC fazer o retrato falado no Laboratório Criminalístico dos indivíduos que raptaram o Danick Moda e roubaram a motorizada, as testemunhas apontaram o Mateus, mais conhecido por Matengó, operativo da 10ª Esquadra como tendo feito parte da operação”.
“Estive com o Saldanha, director municipal do SIC-Cazenga, na segunda-feira, 14 de Agosto e, ao indaga-lo sobre o processo, garantiu-me que já existem detidos, acrescentando que ‘vocês só estão a culpar o Mateus, mas eu vou entregar todos os envolvidos’”, explicou o cidadão.
Em sua opinião, nas imagens aparecem três indivíduos, entre eles um gordinho e uma senhora, contudo terão encaminhado o processo para o SIC-Provincial sem detidos; confirmaram-nos aqui a inexistência de detido!
É uma brincadeira”, exclamou. Continuando, disse que na segunda-feira, 28 de Setembro, “constatamos no SIC Provincial que o processo deu entrada em 25 de Agosto e posteriormente entregue a um ‘competente Instrutor’ foi o que nos pareceu, ganhou novo número, agora é processo nº 8475/23-DH, quisemos saber se de facto existem detidos e quantos, mas o instrutor descartou a possibilidade dizendo que o processo fala por si, não existe detido e nem enviaram a ‘pen drive’ com as imagens”, desabafou desalentado. Protecção ao colega do SIC?
De acordo com os familiares que acompanham o processo 8475/23-DH, “não podemos nos conformar que o processo ainda esteja por iniciar, mesmo depois de fornecermos algumas pistas como a observação das câmaras de vigilância das bombas de combustível, dissemos ainda que os assassinos apoderaram-se de valores monetários obrigando o malogrado a efectuar transferência bancária a partir do telefone para as suas contas e os mesmo fizeram levantamentos no Banco BCI Bananeiras por voltas das 00h50, e também fez-se o retrato falado”.
“O Instrutor do SIC-Cazenga disse-nos que a viatura foi já localizada e que não pertencia à Policia Nacional mas sim à empresa MIAMOP, faltando apenas a informação solicitada à Direcção de Viação e Trânsito”, acrescentou.
Na Mira em cima do caso
O Na Mira do Crime tem acompanhado o processo do assassinato de Euclides José Paulo (Danick Moda) e vai continuar até ao veredicto final, embora se esteja a aguardar os pronunciamentos de Manuel Halaiwa, superintendente-chefe e porta-voz do SIC-Central, que disse anteriormente que a execução não foi “obra do SIC”, mas que “os responsáveis da morte do jovem serão apanhados e o caso esclarecido”.
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