Crime passional: Agente da Polícia mata Superintendente do SIC
O Superintendente de Investigação Criminal, Isaías João Jaime, em comissão de serviço na Delegação provincial do Ministério do Interior no Bié, foi vítima de homicídio qualificado por volta das zero horas e 30 minutos desta sexta-feira, 03, no bairro Mayaya, município do Cuito, província do Bié.
Por: Ngunza Chipenda
A vítima, com cargo de director provincial de Recursos Humanos da Delegação provincial do Ministério do Interior (MININT) na província do Bié, Superintendente de Investigação Criminal, Isaías João Jaime, de 45 anos de idade, foi morto com recurso a uma arma de fogo do tipo pistola, pouco depois das zero horas desta sexta-feira.
Aponta-se como suspeito do nefasto acontecimento o cidadão já detido, identificado por alomão Fernando Cassova Pereira, vulgo “Saloba”, de 35 anos de idade, Agente de 2ª Classe da Polícia Nacional no Bié, afecto à Unidade de Segurança e Protecção de Entidades Protocolares (USPEP).
Segundo investigações à volta do caso, o suspeito, na data dos factos, dirigiu-se à residência de sua ex-mulher que atende pelo nome de Martinha Jiluca Dinis Ramos, de 24 anos, no bairro Mayaya, no Cuito, com a qual tem dois filhos, tendo-a flagrado com o infeliz no interior do quarto.
Movido pela ira e por razões passionais, o implicado empunhou a arma de fogo do tipo pistola que portava e efectuou um disparo que atingiu a vítima na região da coxa da perna esquerda, o que resultou em ferimentos graves.
O suspeito na companhia do irmão da cidadã Martinha Jiluca Dinis Ramos, em um motociclo, socorreram o infeliz para o Hospital Mártires do Cuito. Entretanto, havendo morosidade no atendimento, com o auxílio de uma viatura de patrulha, transportaram a vítima ao Hospital Geral do Bié, Dr. Walter Strangway, tendo a vítima sucumbido durante o percurso devido à hemorragia.
Saliente-se que, com a pronta intervenção das forças em serviço, foi detido o suspeito, bem como apreendida a arma de fogo em causa.
Foi, igualmente, foi formalizado o competente expediente, para abertura do processo-crime, a fim de ser o detido presente ao Ministério público para ulteriores procedimentos.










