Jovem morre por disparos de arma de fogo ao tentar apaziguar briga de namorados
Um jovem que em vida respondia pelo nome Daniel, de 20 anos de idade, residente no bairro Mirú, Distrito Urbano da Estalagem, município de Viana, perdeu a vida, na passada quinta-feira, 16, vítima de disparos de arma de fogo, quando tentava intervir numa briga passional, envolvendo o seu amigo e um funcionário de uma padaria.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo o senhor Guilherme, irmão da vítima, a ocorrência teve lugar por volta das 22 horas, na padaria Acisse e Filhos Lda, localizada próximo da casa do malogrado, quando o amigo, identificado apenas por Fiston estava a discutir com a namorada e com um funcionário da padaria, que desconfiava que este mantinha um relacionamento amoroso com a sua namorada, conhecida apenas por Zumba.
"O meu irmão estava a assistir ao jogo de Portugal, quando Zumba apareceu em casa a dizer que o Fiston estava a brigar com o funcionário, tendo pedido para, na qualidade de amigo, apaziguar os ânimos. Quando chegou ao local, já não encontrou o amigo, porque o jovem com quem estava a discutir tinha uma arma de fogo retirada do segurança", contou.
Não tardou, a multidão ouviu dois disparos, que, afinal, foram feitos contra o tórax de Daniel.
"Quando chegou à padaria, o jovem já estava com a arma na mão, e o meu irmão não sabia, tendo feito dois disparos à queima-roupa e caiu ", relata.
Este jornal sabe que o malogrado ainda foi socorrido para o Hospital do Capalanga, mas chegou sem vida.
A fúria dos moradores não se fez esperar
O autor dos disparos, quando se preparava para fazer outros, foi agredido e severamente espancado.
Fontes deste jornal indicam que este foi levado a um hospital onde também acabaria por morrer dada a gravidade do espancamento.
A família pede que as autoridades policiais investiguem as reais causas da morte do seu ente querido, uma vez que a jovem Zumba, que se encontra foragida depois do infortúnio, apresenta-se como principal testemunha da ocorrência.
"A polícia tem que deter a namorada do amigo, no momento em que o Daniel ainda conseguia falar deu à ela o telefone e a carteira onde havia 30 mil kwanzas", contaram.
No dia seguinte, a família manteve uma conversa com Zumba, por via telefónica do malogrado, mas alegou encontrar-se no Zango, mas confirmou ter em sua posse os pertences da vítima.
"Três dias depois, apareceu a mãe da Zumba para fazer a entrega do telefone e da carteira, mas sem o dinheiro", disse.
A vítima trabalhava como profissional de manicure e pedicure numa casa de estética.










