Giloy disse que o SIC já sabe - Tráfico de estupefacientes é feito a céu aberto em Viana
Gilson Oliveira, mais conhecido por Giloy, 28 anos de idade, gaba-se de viver da venda de drogas, um negócio que o inibe de trabalhar. Ele é um dos traficantes mais conhecidos e mais temido, que realiza as suas actividades a céu aberto, naquela parcela da província de Luanda.
Por: António Kitumba
Já se passava das 20 horas quando a equipa deste Jornal se fez ao bairro onde está localizado o Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA). Passados três quarteirões, chegou à casa de Gilson Oliveira, também conhecido por Giloy, o comerciante de liamba mais temido pelos vianenses.
Na rua que dá acesso à sua residência há um beco conhecido como "beco do fumo". É precisamente aí onde os jovens consomem a liamba, sem qualquer incómodo.
Para terem acesso à residência de Giloy, basta que os usuários citem o seu pseudónimo, que funciona como uma espécie de código do bando, pois só assim ele ou a sua esposa abre a porta para atender os seus clientes.
Em conversa com o repórter (sem se aperceber), o comerciante, explicou que exerce esta actividade há 12 anos, sendo por essa via que sustenta a sua família.
Gilson revelou que a sua vida, sem emprego digno é muito difícil, pelo que vende drogas para todas idades e status social, pois, para si, o importante é o dinheiro.
"Eu assumo que esta prática é crime, mas não tenho outra opção, já fui detido várias vezes pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), mas pagou-se uma taxa básica e fui posto em liberdade" revelou.
O traficante afirma ainda que vende cada taco a 50 ou 100 Kwanzas, sendo que, diariamente, ganha 50.000,00 a 60.000,00 (cinquenta mil kwanzas a sessenta mil kwanzas), dependendo do dia, já que vende 24 horas ao dia, de segunda a domingo.
"Sou o único que vende com essa liberdade e já tenho duas bocas, sendo que a outra está no Kalawenda, município do Cazenga", gabou-se.








