Trabalhadores da Nocal acusam direcção do Grupo Castle Angola de violar a Lei Geral do Trabalho
Julien Garin, de nacionalidade francesa, Presidente do Grupo Castle Angola, fundada a 24 de Maio de 1958, está a ser acusado, a par da sua directora dos Recursos Humanos, de pautar por despedimentos anárquicos dos trabalhadores.
Por: Kiamukula Kanuma
Sete ex-trabalhadores, em representação de mais de 100 da cervejeira Nocal, disseram que Antonieta Benjamim, Directora de Recursos Humanos (DRH), é acusada de ameaçar trabalhadores e manipular e violar contratos celebrados com os trabalhadores.
"Ela só celebra contratos por tempo determinado, não superior a seis meses", denunciam, revelando que, na maioria dos casos interrompe ou cessa contratos sem aviso prévio.
"Muitas vezes, tomamos conhecimento a partir de circulares estampadas no placard da fábrica", dizem, considerando desumano tal procedimento.
Mais do que isso, alguns funcionários são enquadrados por pouco meses e reinseridos meses depois. "Ficamos nesse vai e vem", enfatizam.
Como se não bastasse, neste último ano (2023), a Nocal pagou apenas o subsídio de férias e o décimo terceiro e descartou o cabaz e o estímulo (30 grandes de cervejas e o prémio avaliado em 300 mil Kwanzas) que a empresa tem proporcionado aos trabalhadores.
Este jornal ouviu Antonieta Benjamim que mandou averiguar os contratos, a rescisão e o último recibo para aferir o que na verdade se passa.
Sobre outras acusações que pesam sobre si, disse apenas não estar acima da direcção da empresa, asseverando que tudo o que faz é a mando do seu patrão.








