"Não julguem o livro pelo título"- Alerta jovem de aplicativo Yango acusado de pretender sequestrar pai e filho
Vidal Ambrósio Sebastião, empreendedor que, dentre outras tarefas, trabalha com o aplicativo da Yango, viu a sua fotografia viralizada nas redes sociais, com o rótulo de marginal que tentava assaltar uma família e fazê-la refém, no dia 01 de Janeiro. Ele vem a terreiro provar que tudo não passou de má-fé dos (clientes) que, à data dos factos, estavam em estado de embriaguez.
Por: Matias Miguel
Ao Vidal foram solicitados os seus serviços, às 21 horas do dia 01 de Janeiro, por um cliente e mais cinco membros da sua família, que pretendiam deslocar-se do Projecto Bem Morar para o Zango I. "Ao me deparar com eles, notei, logo à partida, que o senhor e mais um dos familiares estavam embriagados e ai começou a complicação.
"No percurso, ao sairmos do bairro, solicitei-os a escolha de uma das duas opções: a direita dava-nos para a via do Calemba II e a esquerda dava para a via do Kikuxi, mas a esposa do senhor sugeriu pela via do Kikuxi", contou, adiantando que o marido implicava-se com o motorista, pelo facto de ter concordado com a escolha da rota.
Nervoso, de repente, ordenou uma paragem brusca por cima da curva e, à esquerda, havia um contorno, mais o excesso de velocidade, não foi possível cumprir a ordem.
"A partir daí, o senhor e familiar começaram a gritar comigo chamando-me nomes feios sob fortes ameaças", revelou, afirmando que, saturado, decidiu estacionar a viatura, ligou a lâmpada interior e procurou acalmá-los.
"Minutos depois, contornamos e entramos na rua que o senhor sugeriu", disse, referindo que o senhor pediu-me que os deixasse no Espaço Bleck Star, sempre sobre ameaças".
Disse ainda que a dupla ameaçou que já não pagaria a viagem, mas preferiu o silêncio até chegarem ao local combinado, às 23 horas e 57 minutos, tendo a corrida sudo fixada em 3 mil Kwanzas. "Quando desceram da viatura, ordenaram-me para os seguir sob pena de apanhar uma surra", contou, sublinhando que tudo o que mais queria era livrar-se deles, deixando para trás a conta não paga.
Entretanto, afirmou que foi surpreendido, no dia três de Janeiro com um telefonema de um amigo, a contar-lhe que a sua fotografia estava exposta nas redes sociais rotulada como sendo de um marginal.
"Ao observar, fiquei estupefacto, sem acção, mas na altura passava uma viatura da patrulha policial, mandei-os parar, identifiquei-me, e, afinal, a patrulha já dominava a situação", frisou e não ficou por aí: abri uma participação no Serviço de Investigação Criminal (SIC) contra o senhor , sob o processo nº 47/024-02 que corre os trâmites legais.
Aproveitou a ocasião para aconselhar a sociedade para nunca julgar o livro pela capa. "Falou-se contra a minha pessoa, em certos portais detractores que aproveitaram a oportunidade para esfregar o meu bom nome na lama sem antes investigarem", disse, considerando que o que aconteceu com ele hoje, amanhã pode acontecer com a outra pessoa.
Este Jornal contactou o suposto sequestrado com a família, que confirma a tentativa de sequestro., “Eu confirmo no dia 3, o automobilista tinha um comportamento estranho e notei que estávamos a ser seguidos por uma viatura de marca Land Cruiser com os vidros fumados", disse, acrescentando que, ao se aperceber, exigiu que fizesse uma paragem e afirma que foi assim que a Land Cruiser ultrapassou.








