Capturados cidadãos responsáveis pela distribuição de liamba no bairro da Boa Vista
O Serviço de investigação criminal (SIC) deteve dois indivíduos, em flagrante delito, pelo crime de venda de droga do tipo cannabis sativa, vulgo liamba, no bairro da Boa Vista, concretamente no perímetro do porto Pesqueiro de Luanda.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os implicados foram detidos mediante um trabalho de campo dos operacionais do SIC destacados no Porto de Luanda, que deram conta do consumo e comercialização do produto na zona.
O Porta-voz do SIC-Geral, Manuel Halaywa, disse que os detidos confessaram ser os principais distribuidores do produto ao longo da Boa Vista, principalmente na zona portuária. "O produto tem como alvo consumidor os elementos que efectuam as descargas de mercadorias dos navios, os pescadores e os raboteiros, por terem a ideia de que, depois de consumir, passam a ter um aumento nas suas forças para no desempenho das suas actividades", disse.
Um dos detidos, em entrevista a este jornal, confessou ser distribuidor ao mesmo tempo consumidor da liamba, que tem adquirido por via de uma senhora. "Eu recebo a droga das mãos dela, e distribui aos pescadores e àqueles que trabalham na descarga dos barcos", revelou, salientando que cada taco custa 50 kwanzas.
A senhora que faz parte da dupla, sendo dona da mercadoria, disse ser á primeira vez que comercializa a substância, tendo reconhecido que o comércio de drogas é crime. Garantiu que o produto provem da província do Uíge. "Eu trouxe a droga da província do Uíge para conseguir algum dinheiro. Consigo trazê-la escondida nas outras mercadorias, mas, agora, sinto-me arrependida", reconheceu.
Manuel Halaywa sublinhou que o consumo da referida substância constitui um dos factores do desvio de comportamento, principalmente no seio da juventude. "O consumo de drogas leva à prática de crimes que, muitas vezes, termina em tragédias", disse, considerando que por esta e outras razões o SIC continuará a deter quem insistir na distribuição e circulação desta substância para desencorajar o seu consumo, por constituir um crime", esclareceu.








