Revelada identidade dos executores do moto-taxista Danick Moda, mas o SIC não ata nem desata
Mateus, mais conhecido por Matengó e Simoní, ambos operativos de enfrentamento do SIC, estão a ser acusados de planejarem e executarem o assassinato de Euclides José Paulo “Danick Moda”, por alegado ajuste de contas.
Por: Kiamukula Kanuma
O puzzle começa a formar-se, a morte de Euclides José Paulo "Danick Moda" foi obra planeada pelos algozes, Simoni e Matengó, operativos do SIC, a que se juntam Man Nando, Platini e Palucho, informantes, disse fonte segura ao Na Mira do Crime.
O Simoní e o Man Nando eram contemporâneos do malogrado no distrito da Cuca, bairro Adriano Moreira, o Platini vive na rua 1 do tanque do Cazenga onde o malogrado vivia com os Avôs e este, no óbito, foi visto a conversar sobre o dia da execução (31.07.23, as 17horas).
"Sobre o que falavam nós não soubemos, mais não existia uma boa relação de amizade entre ambos, cumprimentavam-se por formalidade", disse a fonte.
De acordo com a mesma, "o Platini deu com a língua nos dentes ao gabar-se que fizeram a cama do Danick Moda, nós soubemos que ele (Platini), o Man Nando e um puto conhecido por Palucho, que vive justamente no local do rapto, minutos antes de levarem o malogrado esteve no local disfarçado com um boné de cor preta, são informantes da 10° Esquadra do Cazenga", asseverou.
Recorda-se que em depoimentos a este Jornal, Saldanha, director do SIC Cazenga, ao ser abordado pelo repórter no Comando do Cazenga, fez crer que nas imagens das câmaras de vigilância aparece um gordinho (Man Nando). "Vocês só estão a culpar o meu colega Mateus (Matengó)", repudiou.
O papel do Palucho foi monitorar a chegada do Danick Moda na placa às 21h40. As testemunhas no local do crime tinham dito ao Na Mira do Crime que a viatura de marca Land Cruiser de cor branca com a chapa de matrícula LD-93-99-CC, estacionou por volta das 21horas do dia 31 de Julho, a 50 metros do local onde foi raptado o malogrado, que estava a ser seguida por um turismo que estacionou defronte a uma loja da Unitel.
Segundo revelações por apurar, esta viatura é propriedade do operativo Simoní do Sic-Viana.
De acordo com os familiares à data dos factos, ao deslocarem-se para o Comando da Polícia do Cazenga, foram informados pelo Piquete que no manifesto não tinha viatura nenhuma escalada naquele dia e foram aconselhados a dirigirem-se a 10º Esquadra, onde também receberam a mesma informação e foram outra vez dirigidos à Esquadra do Calahuenda, porque perceberam que a viatura que circulava pertencia ao Comando de Viana.
Será o caso do porco e do javali?
"Adriano Jorge, Investigador do processo 8475/23 - DH, tem o caminho encurtado se o SIC quiser mostrar trabalho. Ele tem a Pen drive com a referência da viatura, as datas, tudo a seu favor, não queremos acreditar no adágio popular segundo o qual “queixar o porco no javali” dá em nada, o País tem Leis e nós acreditamos nelas", disse o Avô ao Na Mira do Crime.
Enquanto os culpados continuarem impunes, "nós não vamos cruzar os braços, a verdade virá à tona, não podemos continuar a assistir mortes perpetuadas por bandidos escondidos nos coletes do SIC para ficarem impunes", rematou.








