Morreu a anciã de 82 anos apanhada em fogo cruzado entre marginais, polícia e SIC
Uma anciã que em vida respondia pelo nome Julieta Nelongo, de 82 anos de idade, moradora do quarteirão 07, bairro Augusto Ngangula no município de Cacuaco, morreu no passado dia 15 do mês corrente, no hospital Américo Boavida, onde ficou internada durante uma semana, depois de ter sido alvejada por um agente da Polícia Nacional.
Por: Kihunga Bessa
O assunto foi trazido à ribalta por este Jornal, na semana passada, fazendo referência a um caso de troca de tiros entre agentes do SIC, polícia e marginais, em que foi vítima uma anciã de 82 anos de idade, quando se encontrava a almoçar no interior de um quintal, no município de Cacuaco.
Alberto Ngayeta, filho da malograda, disse, na altura, que a sua mãe ficou internada no hospital Américo Boavida, nos cuidados intensivos durante sete dias.
"Olhando para o estado delicado em que a mãe se encontrava quando deu entrada naquela unidade hospitalar, já não tínhamos esperança de tê-la viva, porque cada dia a situação só piorava", disse.
Inconsolável, o filho acrescentou ainda que depois do sucedido, a família abriu uma participação na esquadra do Kicolo, mas os efectivos do Ministério do Interior não prestaram qualquer apoio e nem mesmo no momento da morte, sendo que, até agora, o autor do crime ainda continua "a vaguear" naquela esquadra como se nada tivesse acontecido.
Informou também que a família teve conhecimento de uma equipa da Inspecção do Ministério do Interior que se deslocou àquela esquadra, mas que nada resultou porque foram informados que o implicado não era agente do SIC, mas sim da Polícia Nacional.
A família promete dar sequência ao caso a partir desta segunda-feira, e clama por justiça.








