Oficiais da Polícia detidos na Huíla por burla e associação criminosa
Quatro efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), órgão afecto à Polícia Nacional, colocados no Comando Provincial da Huíla, foram detidos acusados dos crimes de burla e associação criminosa.
Por: Na Mira do Crime
Segundo dados em posse deste jornal, tudo começou depois que um cidadão de nacionalidade chinesa, residente na província da Huíla, entrou em contacto com um seu compatriota, empresário, residente da província de Luanda, alegando que, no município do Lubango, havia um general que vendia notas de dólares a bom preço.
O chinês, interessado no negócio, depois de uma breve negociação com o suposto general, deslocou-se até a província da Huíla, município do Lubango, para efectuar o negócio, que estaria na ordem dos 40 mil dólares.
Mantido o contacto, isto nas bombas da Shoprite do Lubango, o falso general obrigou que o dinheiro em kwanzas deveria ser entregue em Luanda, num dos seus funcionários, sendo que os dólares estavam com ele, e seriam entregues numa maleta.
Nas bombas da Shoprite, no interior de uma viatura, o suposto general entregou a pasta ao chinês, no entanto, o que o mesmo não sabia, é que o cidadão asiático fazia-se acompanhar de uma máquina de detecção de moedas falsas.
Ao descobrir a fraude, o chinês alertou um dos seus acompanhantes que estava no local, que até é polícia, este, por sua vez, chamou outros colegas que, ao se aperceberem que se tratava de um cidadão chinês, decidiram encarcerá-lo por suspeita venda de moeda falsa.
Dias depois, o chinês ao ser ouvido, descobriu a armadilha em que foi submetido.
Uma aturada investigação policial, consubstanciada ao interrogatório do burlador (angolano), chegou-se a conclusão que, na verdade, os reiais mentores da acção eram efectivos da Polícia Nacional, e foram todos recolhidos as celas.
O Na Mira do Crime sabe que estão detidos um Intendente da polícia, dois Subinspectores e Subchefe.








