Município de Viana: Dois jovens estudantes foram executados com tiros na cabeça ao serem confundidos com marginais
Os Jovens Délcio Varela e Ilidio Casal, ambos de 21 anos de idade, de acordo com os familiares, saíram no passado dia 9 de Fevereiro a noite, para ajudar um suposto amigo a empurrar uma motorizada avariada e só foram encontrados uma semana depois, mortos por tiros na cabeça, na câmara cinco da morgue.
Por: Kiamukula Kanuma
Na noite em que os corpos dos jovens foram descobertos na morgue, apareceu uma senhora chamada Boana, vizinha do bairro, dizendo que a motorizada do seu tio fora roubada, mas a mesma afirma não saber de nada.
Senhor Gaspar, pai do jovem Ilidio, contou à nossa equipa de reportagem que o seu filho era estudante no Makarenko e frequentava o terceiro ano do curso de Engenharia.
No passado dia 9 de Fevereiro, a noite, Ilidio foi executado com tiros na cabeça como se fosse um marginal. Tudo aconteceu quando a família estava na rua a conversar e surgiram de repente dois jovens amigos do mesmo, com uma motorizada avariada, pedindo ajuda. Os três foram juntos e só apareceram uma semana depois, já mortos, na morgue.
Inocêncio, irmão mais velho de Ilidio, refere que depois de muito procurarem, acharam o Ilidio dentro da câmara cinco, com aparência de que os três jovens foram executados. Inocêncio diz também que a execução terá acontecido no mesmo dia em que desapareceu, efectuada por um agente da polícia, dono da motorizada roubada e que tinha GPS.
Foi aberto um processo na Esquadra 43 da Vila de Viana, mas têm sido abandalhados e até hoje a morte dos jovens não foi esclarecida pelas autoridades.
Aos choros, dona Isabel, mãe do Ilidio clama por justiça.
Enquanto isso, Maria Varela, mãe do jovem Délcio, de 21 anos, conta que o Délcio e o Ilidio eram amigos de infância, porque estudaram juntos no ensino de base. A senhora apela para que a morte do seu filho seja esclarecida e que se faça justiça.
“Meu filho nunca foi preso, nunca robou, nem matou ninguém, era estudante, eu sou viúva e crio eles sozinha; a única coisa que sei é que o amigo dele veio buscá-lo, ele estava a dormir, e dias depois apareceu na morgue com um tiro na cabeça”, lamenta a progenitora.
Ratinho, irmão mais velho do Délcio, foi à morgue depois de uma semana desde o desaparecimento do Délcio, explica que quando chegaram lá, antes mesmo de dizer o nome do seu irmão, ouviram logo de que se tratava dos “três que foram assassinados juntos”.
Quando perguntaram quem os levou, a resposta foi: “A polícia os matou e eles os trouxeram sem fazer nenhum registo, nem explicar que crime os jovens cometeram”!








