Quadrilha envolvendo supostos efectivos do SIC burlam milhões de kwanzas prometendo enquadramento na corporação
Jorge das Neves, também conheces por Neves, de 30 anos de idade, residente do Zango IV, e faz parte de uma quadrilha composta por cinco elementos: Júnior (Caneca), Paulo Cabanza, Henriques e Luzia, Neves foi detido nesta quarta-feira, 20, às 14 horas por efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) afecto à Esquadra do mesmo bairro, por falsas qualidades.
Por: Kiamukula Kanuma
Segundo dados em posse do Na Mira do Crime, o suspeito intitulava-se como Intendente do SIC com a finalidade de burlar pacatos cidadãos.
Este Jornal flagrou o cidadão em causa, depois de já ter ouvido relatos de um suposto Intendente do SIC que liderava uma gangue que estava a recrutar pessoal para incorporar na Polícia Nacional, alegando conivência com altas figuras do SIC para dar credibilidade à prática.
Numa conversa descontraída com o cidadão agora detido, este revelou que a gangue era constituída por cinco pessoas, nomeadamente o Júnior, também conhecido por Caneca, oficial do SIC e ex-chefe de Brigada da Esquadra do Kikuxi, tido como o ponta-de-lança das entidades; o Paulo Cabanza, Henriques, ambos do SIC, e a Luzia que recepcionava os valores monetários.
Interrogado se conhecia pessoalmente as entidades que acusa, respondeu que um deles é seu tio, identificado como Chefe Arcanjo, sublinhando que, os restantes chefes, tal como um tal de “Chefe Nazaré”, nunca o viu, “quem tratava directamente com ele é o Caneca, que disse que o chefe baixava ordens para sua secretária, e interagia directamente com ele”, acusou.
"Eu era apenas o intermediário; tinha como missão de recrutar o pessoal, quanto mais pessoas recrutasse, maior era o meu lucro", confessou.
A nossa investigação sabe que sobre o mesmo já pesam várias denúncias de burla, em diversas esquadras de Viana, e cobravam entre 350 e 500 mil kwanzas.
Para ser capturado, efectivos simularam que queriam entrar no mesmo esquema, e apanharam o suspeito em flagrante.
Uma aturada investigação está em curso para esclarecer este caso, e saber se, de facto, há alguma entidade envolvida neste esquema.








