Flagrou-os mantendo relações sexuais em sua casa - Cidadão espanca rival e esposa e agora é acusado de 07 crimes
Um cidadão identificado por Nilton Elvis, conta que flagrou a sua esposa a manter relações sexuais em sua casa, com um cidadão conhecido por Éder Fernando, tendo na sequência agredido o casal. Mas, em tão pouco tempo, inverteram-se os papéis, pois o irmão de Nilton bem como a sua empregada foram feitos reféns por indivíduos desconhecidos, mas se identificaram como sendo agentes do SINSE. No entanto, a história não ficou por aí. O casal acusou Nilton de cometer 07 crimes, dos quais tráfico de armas de fogo, branqueamento de capital e tentativa de assassinato.
Por: Kiamukula Kanuma
Nilton Elvis é empresário e vive há 07 anos com Miléncia Manssoca António, de 31 anos de idade, funcionária da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma relação de que resultaram dois filhos, de 06 e 03 anos, respectivamente.
No dia 29 de Abril de 2023, às 06 horas, na rua dos Generais, Morro Bento, município de Belas, onde residiam, depois de regressar de uma festa familiar que aconteceu em casa de seu irmão, conta, encontrou a esposa com o seu amante, funcionário da telefonia móvel Unitel, envolvendo-se sexualmente, e ele agiu rápido: deu uma sova a valer ao casal.
"Ao amanhecer, dei boleia à minha mãe e entendi passar pela casa para trocar-me de roupa, mas, para meu espanto, deparei-me com uma viatura de marca Mitsubishi, modelo Pajero de cor preta, no interior do quintal, notei que os cães estavam trancados, e soltei-os", relatou, e acrescentou: "ao abrir, dirigi-me ao quarto e encontrei a minha mulher com outro homem na minha cama, em acto sexual".
O Pai do amante, de acordo com o nosso entrevistado, é oficial do Ministério do Interior, enquanto o da esposa é um médico renomado.
Conjectura-se que tenha sido nessa condição que o levaram ao tribunal provincial de Luanda Dona Ana Joaquina, na 7ª Secção dos Crimes Comuns, indiciando em crimes que não cometeu.
Mas antes, ele disse que não se importou dos atributos físicos do rival e entrou numa luta com ele que teve ajuda "da minha esposa, mas neutralizei-os".
De seguida, com a ajuda dos vizinhos, colocou a dupla na viatura com a intenção de levá-la à esquadra policial.
"Mas durante o trajecto, recebeu o telefonema do seu irmão que acorreu ao local do incidente, dando conta que foi feito refém na companhia da empregada, por 04 indivíduos desconhecidos, mas tinham em sua posse 03 armas do tipo AKM e uma pistola", contou, referindo que eles exigiram que levasse Éder à minha casa, sob pena de levarem também "o meu irmão, e cedi".
Disse que, já em casa, soube que dentre os presentes, estavam indivíduos que se identificaram como agentes do SINSE, um Inspector da Polícia e o pai de Éder.
"Este último mostrou carácter, controlou a situação, pediu-me desculpas e à vizinhança, então fez-se a troca dos reféns”, reconheceu.
Afirmou ainda que parecia que o problema estava a ser tratado pacificamente, mas os agentes do SINSE começaram ameaça-lo: "você não vai viver para contar esta história, nós somos autoridade, vais saber o que é isso”.
"A partir daquele momento, comecei a sofrer ameaças de morte, pelo que tive que abandonar o país", frisou, adiantado ainda que dadas as ameaças, no dia seguinte, dirigiu-se ao SIC-Provincial, onde fez abertura do processo nº 3695-02 MP, mas, um ano depois, continua encalhado.
"Uma semana depois de fazer queixa, a minha ex-mulher e o amante abriram também o processo nº 3806-23 MP, contra mim, com várias e novas acusações forjadas. Sete crimes, no geral", atestou, referindo que fruto das acusações, chegou a ser ouvido no SIC-Provincial por cinco horas consecutivas.
A nossa reportagem tentou ouvir Miléncia António, no dia 06 do mês corrente, por via telefónica, mas esta garantiu que se pronunciaria depois de contactar os seus advogados, mas antes advertiu que este assunto não era para ser levado aos jornais.
Já Éder dos Santos evitou contacto com a nossa reportagem, beneficiando-se do silêncio.








