Trabalho Infantil? – Cidade da China desafia imprensa a indicar funcionários adolescentes
A direcção da cidade da China nega a pés juntos que recrutou ou esteja a recrutar adolescentes para trabalharem nas suas empresas, configurando exploração de menores.
Por: Na Mira do Crime
Numa declaração a que este Jornal teve acesso, a Cidade da China em Angola aponta o dedo à Voz de América que, numa reportagem, teria identificado e conversado com jovens que foram recrutados de províncias do interior, por projectos empresariais chineses, incluindo a Cidade da China, informações que, em seu entender, não correspondem com a realidade.
“No transato dia 27 de Março do corrente ano, tomámos conhecimento das informações difundidas pelo portal VOA, no qual destacam que empresas chinesas são acusadas de explorar o trabalho infantil em Angola e acrescentam que um jovem de 17 anos, de nome Miguel Francisco, proveniente da província da Huíla, relata que tanto ele quanto vários dos seus colegas estão envolvidos na construção da segunda fase do shopping Cidade da China, em Viana” citou, parafraseando que “trabalho aqui há três meses, vim do Lubango, somos muitos que trabalhamos na construção da nova Sã Pã”.
Dado o grau de “falsidade” dessa informação, a Direcção da Cidade da China - Comércio e Prestação de serviço Ltd, verificou imediatamente todos os trabalhadores do projecto, “um a um, e não encontrou nenhum trabalhador com menos de 18 anos, muito menos um trabalhador chamado Miguel Francisco”.
Ademais, o fundo da imagem na reportagem da VOA não é de todo uma imagem do local do nosso projecto, e as crianças trabalhadoras na imagem não são trabalhadores “no nosso local”.
“Esperamos que a VOA possa contactar-nos o mais rapidamente possível através do correio electrónico :[email protected], no sentido de fornecer os dados de contactos do menor Miguel Francisco e das outras crianças na fotografia para percebermos as circunstâncias de admissão á empresa”, sugere, lembrando que o seu departamento de projectos e todos os comerciantes foram orientados para que respeitem os direitos humanos, cumpram as leis laborais angolanas e resistam de forma absoluta a empregabilidade mão-de-obra infantil.
Ao mesmo tempo, lamenta o relatório que considera “irresponsável e falso, que não só prejudica a nossa reputação, como também afecta negativamente todas as empresas chinesas em Angola, e não é propício à criação de um bom ambiente de negócios”.
A Cidade da China recomenda a VOA a corrigir o mais rapidamente possível a notícia acima referida e apresente um pedido público de desculpas à empresa e publique notícias verdadeiras de forma responsável, de um ponto de vista justo e objectivo.
Diz que sempre que ocorrerem situações de género a VOA cumpra com o princípio do contraditório, a fim de ser evitar qualquer notícia incorrecta e que afecte a credibilidade dos meios de comunicação social.








