SIC segue pistas – Jovem “AC Dialó” raptada por elementos desconhecidos em Luanda e abandonada no Bengo
AC Dialó, de 24 anos de idade, de nacionalidade angolana, casada, residente no bairro Hoji-ya-Henda, Distrito Urbano do Ngola Kiluanje, município do Cazenga, foi sequestrada no dia 13 de Abril do ano em curso, por elementos não identificados, e acabou abandonada ao relento, na província do Bengo.
Por: Cambuta Vieira
Francisca Paulo Teca, (mais conhecida por Aisha Dialó) e sua amiga Ana Mónica Mawete (mais conhecida por Aminata Miranda), decidiram fazer calúnias contra AC Dialó, com intuito de manchar o bom nome da jovem e do seu esposo, contou a vítima.
"No dia 10 de Março, Aminata Miranda fez um áudio a denegrir-me, uma vez que nós estávamos em jejum na igreja, não podíamos fazer nada, até que terminasse. No dia 11 do corrente mês, às 19 horas, Aisha Dialó, veio até à minha casa agredir-me verbalmente, sem motivos aparentes" lamentou.
Acrescentou que no dia 13 de Abril, ambas foram notificadas pelo SIC, no período da manhã.
No mesmo dia, no período da noite quando AC Dialó regressava à casa, depois de ter deitado o lixo no contentor, em plena via pública foi surpreendida por três elementos desconhecidos munidos de uma pistola, que se faziam acompanhar de uma viatura de marca i10, de cor preta.
"Parecia que os mesmos estavam a controlar os meus movimentos", desconfia, avançando que apareceu um jovem que lhe apontou com a pistola na cintura, por volta das 19 horas e pediu que subisse no carro.
"Eu obedeci, mas assim que me puseram no carro, eles começaram agrediram-me muito, com socos na bexiga, na coluna, e no rosto" frisou, acrescentando que depois cortaram-lhe o cabelo, rasgaram todas as roupas e deixaram-na descer por volta das 23horas, sob fortes ameaças de morte, caso olhasse atrás.
"Eles manobraram a viatura e foram, deixando-me no Bengo", explicou.
Um caso a ter em conta, à medida que batiam nela, é que relatavam tudo à uma terceira pessoa, que manteve o telefone ligado durante as sevícias.
"Depois do ocorrido, veio alguém de boa-fé, que me ajudou até encontrar um efectivo da PNA, e depois fez-se as diligências junto do SIC local", disse.
"O meu esposo já se encontrava na esquadra a fazer queixa sobre o meu desaparecimento, porque eu não sou de sair sem dar satisfação, depois daí fui até ao hospital provincial do Bengo, o meu esposo na companhia de dois efectivo do DIIP foram até ao meu encontro e conseguimos voltar a Luanda por volta das 4 horas da manhã" esmiuçou.
Francisca Paulo Teca e Ana Mónica Mawete, ambas foram detidas e conduzidas à esquadra do Hoji-ya-Henda, esta segunda-feira, 29, de Aonde aguardam por procedimentos legais.








