Apresentaram-se como agentes do SIC - Indivíduos não identificados executam dois irmãos em Cacuaco
O Serviço de Investigação Criminal está a ser acusado de espancar e depois matar dois cidadãos, por sinal irmãos, no bairro Belo Monte, municipal de Cacuaco. O que pareceu estranho é o facto de terem levado bens dos malogrados.
Por: Solange Figueira
Carla de Carvalho, irmã mais velha dos jovens que em vida se chamaram Léo Alberto, de 24 anos, e Sami, de 23 anos de idade, conta que tudo aconteceu na madrugada do dia 5 de Abril, quando três indivíduos, de roupa preta e mascarados, foram até à casa da sua mãe, onde o seu irmão mais novo de nome Sami vivia.
Eles bateram o portão e identificaram-se como sendo do SIC e pediram que a mãe o chamasse.
De seguida, levaram-no até à casa do outro irmão, o Léo, que vivia maritalmente com a esposa com quem tem um filho.
Bernardo Manuel, pai dos jovens falecidos, diz que quando os supostos agentes do SIC chegaram à casa de Léo com o Sami, eles assustaram-se porque os indivíduos estavam fortemente armados, mascarados, aparecendo apenas os olhos.
"Chamaram o Léo que estava a dormir para o quintal, mas ele recusou-se porque estava descoberto, por isso, os supostos agentes entraram e começaram a vasculhar os baús, levaram o televisor plasma, chinelos e os dois jovens", contou.
Sami era o filho caçula, terminou o ensino médio, era muito calmo e não saia de casa. Já Léo, segundo familiares, trabalhava na Cidade da China.
"Eles não eram marginais, pelo que as suas mortes deixaram a família completamente abalada", expressou.
O pai, inconsolável, referiu que até o cabrito mesmo morto "tem dono", pelo que a família só quer justiça.
"Queremos saber porque é que morreram e quem os matou", exigiu, considerando estranho que o SIC quando mata deixa um selo, mas os corpos dos seus filhos não tinham selo e ainda foram roubados pelos assassinos.
Nguina, irmã dos malogrados, disse que foram avisados às 7 horas do dia 5 de Abril que nas 500 casas havia corpos de dois jovens mortos a tiro, mas com sinais de espancamentos. Até ao momento, segundo o pai, ficou no ar a incógnita: quem matou Léo e Sami?








