Funcionários da Administração Municipal de Cacuaco acusado de burlar terreno no Sequele
Dois funcionários da Administração Municipal de Cacuaco, nomeadamente, Pedro Cândido David e Francisco Chilala, são acusados de terem burlado um terreno, na centralidade do Sequele, zona Vila Cativa, onde é vítima a senhora Eunice Patrícia Manuel Sebastião Adão.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A vítima disse a nossa reportagem que, em 2022, na pretensão de adquirir um espaço de terra, terá recorrido a um colega de trabalho que o apresentou ao senhor Chilala. Este, por sua vez, recorreu ao seu colega, Pedro Cândido David, que alegou que tinha um espaço na zona acima referida, e que estava a ser comercializada ao preço de 1 milhão e 200 mil kwanzas.
“Fiz a entrega de 550 mil kwanzas ao senhor Pedro, porque ele havia dito que tinha muita gente de olho no terreno, e eu tinha que dar uma garantia”, disse.
Enquanto trabalhava para completar os valores, a lesada diz que era alertada por pessoas que o espaço em questão estava em litígio.
"Falei com o senhor Pedro, mas ele desmentiu, ele sempre aparecia com outros elementos da administração; orientou-nos a começar a colocar o material de construção o mais rápido possível", declarou, acrescentando que colocou um atado de varão, 30 sacos de cimento, uma carrada de brita, burgal e areia”.
Passadas semanas, conta, o material foi vandalizado e descobriu que o terreno havia sido vendido a outras pessoas.
"O senhor Pedro prometeu entregar outro espaço
no Mayé-Mayé, mas o tempo foi passando e até ao momento não me foi indicado um outro terreno”, lamentou.
Euníce, diz que quando liga ao senhor Pedro para cobrar os seus valores, o mesmo profere ameaças.
"Prometeu devolver o dinheiro e pagar o material perdido, mas sempre que ligo para ele responde com arrogância e ameaças; preciso que o senhor administrador municipal de Cacuaco me ajude nesta situação, por favor", rogou.
Ouvido pela nossa reportagem, via telefónica, o senhor Francisco Chilala, admitiu ser funcionário da Administração Municipal de Cacuaco, na área do urbanismo, e defendeu-se dizendo que foi apenas intermediário.
"Na verdade, tenho conhecimento do terreno em litígio, mas apenas fui intermediário e nada mais; cabe ao meu colega dizer o que realmente ocorreu para que se chegar até a este ponto", disse.
Tentamos ouvir Pedro Cândido, e, em resposta, afirmou desconhecer a situação.
"Não estou envolvido na venda de terrenos, quanto a referida senhora, não a conheço de parte alguma", atirou.








