Alunos acusados de furtarem telemóvel no "Alda Lara" interrogados por efectivos do SIC e ameaçados com arma de fogo
Sete alunos da 11ª classe turma EI11CT do curso de electricidade do período da tarde do Instituto Politécnico Alda Lara, foram inicialmente acusados de furtarem o telemóvel iPhone 12, do aluno Elisivio Monteiro, durante a prova de Física, que decorreu no dia 27 de Março do ano em curso, quando estava a controlar a turma o professor da disciplina.
Por: Na Mira do Crime
Os alunos foram surpreendidos com a informação do desaparecimento do telemóvel, alguns já tinham terminado a prova, mas, por sentarem na mesma fila que o colega que ficou sem o aparelho foram chamados de volta à sala.
No local, o coordenador do turno da tarde, Hélder, perguntou-lhes quem roubou o iPhone, e os alunos em causa responderam que não sabiam, o coordenador insistiu dizendo que, é impossível eles não saberem ou não terem visto quem tirou o telemóvel por sentarem na mesma fila que o colega, por isso; enquanto o telemóvel não aparecesse os 7 ficariam suspensos e impedidos de fazerem a segunda prova de Empreendedorismo e as provas do dia seguinte de Matemática e Tecnologia Eléctrica.
Sem informar os pais, tratou-lhes como se adultos fossem porque insistia que um deles tinha visto e não queria denunciar o colega.
No mesmo dia, o encarregado do aluno Elisilvio Monteiro, foi à escola com dois indivíduos que se apresentaram como sendo do SIC e interrogaram 4 dos alunos acusados que ainda estavam na escola, tendo inclusive mostrado a arma que carregavam.
No entanto, no regresso às aulas do III trimestre, o Director Pedagógico disse aos alunos para preparem 7500 kz para pagarem o IPhone do colega.
Na reunião de balanço do II trimestre, realizada no Sábado, 11 de Maio, a Directora da turma Catarina transmitiu aos encarregados a decisão da Direcção, para que todos os alunos pagassem 8000 kz para a compra do telemóvel, ameaçando que, o aluno que não pagar não terá as suas notas lançadas na pauta.
Os encarregados surpresos pela decisão unilateral da Direcção, que em momento algum informou a Brigada de Segurança Escolar e lhes convocou para o efeito, afirmaram que não vão pagar.
Nesta ordem de ideia, segue um braço de ferro entre encarregados dos alunos e a instituição escolar.








