Os "Povo torto, Os Serra da Leba, Os Camabau e Os Bad" - Criminalidade sufoca bairro Balumuca em Cacuaco
Os moradores do bairro do Balumuca, Distrito Urbano do Kicolo, no município de Cacuaco, estão preocupados com o elevado índice de criminalidade na zona onde as pessoas são privadas de liberdade de circulação sempre que houver lutas entre grupos de marginais rivais e frequentes casos de roubos na via pública.
Por: Natália Henriques (Estagiária)
Os moradores contam que durante os confrontos, os grupos tomam o controlo da zona. Quando assim sucede, o melhor é ficar em casa ou refugiar-se em um lugar seguro.
Segundo contou Maria, moradora da rua da 'Caximbemba', o bairro está inseguro, porque, durante os ataques os grupos actuam com objectos contundentes.
"Quando lutam, atacam quem quer que seja, invadem residências e levam artigos de casa. Das 05 às 06 horas da manhã, atacam as pessoas que passam, principalmente na rua da pracinha da linha férrea, ao lado da Igreja Baptista, ao longo da vala, na rua do Imbondeiro da Pracinha do Balumuca", disse.
Nestas ruas, os bandidos ficam escondidos nas casas e obras abandonadas.
O patrulhamento policial não existe, facto que encoraja os marginais. Aliás, quando ocorre um assalto e se recorre à esquadra, contam, esta manda fazer fotos do local do crime e ponto final.
"Parece que a polícia está com medo de enfrentar os marginais", disseram os moradores.
Os grupos tidos como mais perigosos do bairro são: "Povo torto", baseado na zona da Cachimbeba, liderado pelo "De reina e integrado pelo "Cristo e pelo Barrabás", que vivem na rua da cantina da tia Amélia; "Os Serra da Leba", que actuam na zona do tio Abel', 'Os Camabau', liderado pelo "Do Gibo", actuam desde a vala até à pracinha da linha férrea.
Já "Os Bad" são liderados pelo "Mau Mau". Segundo o depoimento da moradora Sakulina Adriana, os implicados, quando são levados para a esquadra da polícia, acabam logo soltos.
"Eles fazem e desfazem porque os familiares pagam para a soltura, como é o caso do 'Mau Mau', do grupo dos Bad, que faz das celas da esquadra da Boa esperança a sua casa.
Quando comete, o povo leva-o à polícia, mas em poucas horas, ele volta no bairro", denunciou.
Para diminuir as acções de criminalidade os moradores dependem de uma Turma do Apito, localizada na rua do Colégio Silva. "Sem ela, o bairro estaria ainda mais inseguro", sublinharam.








