Estava grávida de seis meses: Jovem morre na maternidade após ser ‘abandonada’ com sinais de espancamento e medicamento nos órgãos genitais
Uma jovem identificada como Nsilo Elena, estudante de enfermagem, está ser acusada de ter morto a sua amiga Djamila Nsamba Bernardo Catende, de 20 anos de idade, que se encontrava em estado de gestação de seis meses.
Por: Cambundo Caholua
Os factos ocorreram no bairro Rocha Pinto, Distrito da Samba, município de Luanda.
De acordo com Jaqueline Catende, irmã mais velha da vítima, tudo começou na manhã de quarta-feira, 22, do mês em curso, quando a amiga da malograda dirigiu-se em sua casa, e saiu com a Djamila sem que ninguém soubesse qual era o destino.
"Estava no salão de beleza a tratar das unhas, mas quando cheguei à casa, perguntei à minha mãe onde estava a Djamila, mas também não sabia, é quando o meu primo disse que uma das nossas amigas vinha aqui em casa e a levou para ir passear", explicou.
Dada a preocupação, Jaqueline ligou várias vezes para irmã, mas esta não atendia as chamadas, no entanto, horas depois, a mesma retornou a chamada dizendo que estava bem e que não há nenhum problema.
Para a surpresa de todos, até perto das 17 horas a jovem gestante não dava nenhum sinal, obrigando a irmã a ligar outra vez, para saber o que estava acontecer.
“Infelizmente o telefone dela já não chamava”, disse. Não tardou, isto por volta das 18 horas e 30 minutos, o telefone de Jaqueline recebe uma chamada com um número estranho.
Segundo a nossa entrevistada, quem estava do outro lado da linha era a acusada, que se fazia passar por colega da Djamila e usava o nome de Núria.
“Ligou e disse boa noite, Jacqueline? Eu respondi sim, disse, olha, sou a Núria, colega da Djamila, ela passou mal, estamos na maternidade Lucrécia Paim, eu questionei o motivo, ela respondeu que a minha irmã passou mal", recordou.
Na mesma quarta-feira, conta Jaqueline, por volta das 19 horas, tentaram ligar ao mesmo número, mas era um telefone de chamada, assim sendo, ela e uma outra irmã avisaram o noivo da Djamilia e rumaram para a maternidade.
"Assim que chegamos ao hospital, os médicos explicaram que a minha irmã havia chegado com uma colega, mas em estado muito crítico", contou, sublinhando que os médicos apresentaram o relatório da paciente, e apresentava doses exageradas de medicamentos nos órgãos genitais e sinais de espancamento. Por outra, detectaram uma administração de um injectável na jovem, que obrigou a ser internada nos cuidados intensivos.
Questionada se Djamila em algum momento pensou em provocar aborto, a irmã respondeu que isso nunca passou pela cabeça dela.
Na quinta-feira, 23, a família teve a oportunidade de ver os vídeos captados pela câmara de vigilância do hospital, onde notaram a presença de Nsilo Elena, a acompanhar a Djamila.
"Foi como um balde de água fria ao nos depararmos com aquelas imagens, não esperávamos isso da Elena", lamentou.
Bebé estava morto e a mãe entre a vida e a morte
“Os médicos chamaram a família, disseram que, como a Djamila encontrava-se em estado de coma, grávida de seis meses e o bebé já estava morto, era necessário esperar que ela acordasse para ser submetida a uma cirurgia e retirar o feto, ou ser feita uma raspagem para ver se ia reagir”, explicou.
“Optamos pela raspagem, disseram que ela abriu os olhos e pediram para levar sumo e sopa, levamos, mas ela só tomou o sumo", disse.
Devido a lesões provocadas por espancamento e a sobredosagem de medicamentos, conta a irmã, Djamila não resistiu e, no sábado, 25, por volta das 7 horas da manhã, foi a óbito.
O Na Mira do Crime sabe que a amiga da malograda é moradora do bairro Fubú, estudante de enfermagem no Instituto Superior Politécnico Internacional de Angola (ISIA), e neste momento encontra-se em parte incerta.
Os familiares de Djamila abriram uma participação no piquete da Esquadra da Ingombota, afecto ao Comando Municipal da Polícia em Luanda, e está registada sob número 14679/024.IG
Vale recordar que a malograda estava com o pedido marcado, e sempre teve o apoio do noivo que agora procura por explicação do que realmente sucedeu.








