Negócio do PIIM: Obra de escola milionária no Kilamba Kiaxi abandonada há três anos
No âmbito do Plano Integrado de Intervenção aos municípios (PIIM), os moradores do sector 5 bairro Ana Ngola no Distrito Urbano Neves Bendinha, município do Kilamba Kiaxi, foram contemplados com a construção de uma escola que se encontra paralisada e abandonada há três anos, o que deixa os munícipes totalmente insatisfeitos e exigem explicação do governador de Luanda.
Por: Kihunga Bessa
Uma escola com 7 salas de aulas que serviria para minimizar a situação de crianças que se encontram fora do sistema do ensino e as enchentes que se verificam nas salas de aula por falta de mais escolas no país, a obra esteve a cargo da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda.
Segundo os moradores, a obra teve início em 2021 e esteve a cargo da empreiteira "Imóveis" e tinha como prazo de execução (apenas) 6 meses, e orçada em Akz 244.958.087.78 e com mais um valor estimado de KZ 17. 147.066.14 da empresa fiscalizadora, conforme ilustra o painel.
E em função disso, o local tornou-se um aposento dos marginais, o que preocupa quem vive nas proximidades.
Depois da denúncia, o NA MIRA DO CRIME deslocou-se até àquela zona, onde foi possível constatar o quão à deriva está a obra e os indivíduos que guarnecem o local.
"Aqui, a única obra finalizada é o campo multiuso, que também se encontra em estado de abandono avançado por falta de boa gestão", explicaram os moradores.
José Carlos Rodrigues, professor, disse que a escola seria uma das mais valias na zona, uma vez que os filhos têm de se deslocar ao distrito do Rangel para estudar.
Já Cristina Gonçalves disse desconhecer os motivos do abandono da obra. "Todos foram embora, até os seguranças que controlavam o espaço e ninguém diz nada até hoje", frisou aquela moradora.
Importa referir que, numa nota sobre a abertura do ano lectivo 2023/2024, que arrancou oficialmente a 1 de Setembro, o SINPROF terá se referido ao número de alunos fora do sistema de ensino que continua a crescer "ano após ano", sem que a estatística da educação "os consiga quantificar", e que Angola precisa do dobro de salas de aulas para mitigar a situação.











