Polícia em Cacuaco acusada de abandalhar viúva e apropriar-se da motorizada que serviria para sustento de órfãos
Efectivos da Polícia Nacional afectos a Esquadra 37, no município de Cacuaco, estão a ser acusados de apropriarem-se de uma motorizada de marca Baldex, com a chapa de matrícula GPL-13-493, de de cor preta, de um cidadão nacional identificado como Rufino António, de 27 anos, morador da Vidrul, que foi vítima de um assalto no pretérito dia 23 de Março do ano em curso, nas imediações da Barra do Bengo.
Por: Kihunga Bessa
O NA MIRA DO CRIME ouviu a história de Francisca Miranda, viúva, que conta que o seu marido prestava serviço a empresa NIMAXI Comércio Geral, onde trabalhou durante 9 meses.
No dia 23 de Março, o malogrado regressava do serviço quando foi abordado por meliantes, que na tentativa de assaltar a motorizada, efectuaram disparos que atingiram a vítima num dos membros inferiores.
“Ele ainda foi transportado ao hospital Maria Pia, mas acabou por morrer no dia 24 de Março”, recordou.
A nossa entrevistada, explicou que, no mesmo dia da ocorrência, efectivos da Polícia Nacional conseguiram recuperar o meio.
"Pediram nos que fossemos lá na esquadra, mas ainda estávamos a resolver o problema do óbito”, disse.
Em função do tempo de trabalho naquela empresa, o proprietário que também apoiou o óbito com 200 mil kwanzas, decidiu oferecer a motorizada à viúva, para o sustento dos filhos.
“Ele entregou-nos a documentação toda, no sentido de recuperar o meio para ajudar no sustento dos filhos, mas sempre que nos fizemos presentes na esquadra dão nos tantos rodeios, alegando terem transferidos a motorizada ao parque do Km30, como se não bastasse, sempre estamos na esquadra somos maltratados”, lamentou.
Diante dos rodeios, o irmão da viúva dirigiu-se até ao km30 para saber da existência da motorizada naquele local, mas, conta, não foi permitido entrar.
"Estamos a desconfiar que eles desviaram a motorizada", disse a viúva.
Contactado por este jornal, o proprietário da motorizada, João Miguel, diz ter entregue toda a documentação a viúva, inclusive a procuração no sentido da família recuperar o meio.
Respeitando o princípio do contraditório, na manhã desta segunda-feira, 03, O Na Mira do Crime deslocou- se até a referida esquadra, onde manteve contacto com o Comandante da unidade, Intendente Bem João, que diz nunca ter visto a viúva, e explica que a motorizada ainda pertence à empresa, pelo facto destes não reaverem o meio, e pede a presença do proprietário com a documentação toda para que se determine a situação.
"Precisamos da presença do proprietário para se apurar através das listas de transferências, se a motorizada está cá ou então já terá sido encaminhado ao Km 30", disse o comandante, sublinhando que há trâmites a cumprir na polícia, para resolução de certas situações.
Importa referir que o malogrado deixou em vida três filhos e viúva.








