PCA da ZEE "retrata-se" e devolve parque da Monua depois de braço de ferro com o proprietário
Diante de várias acusações de pretender apropriar-se e ter vendido o Parque da Monua a um grupo de empresários chineses, denominado Xin Yuang Investiment, o Presidente da Comissão Administrativa da Zona Económica Especial (ZEE), Manuel Pedro, simplificou as coisas, devolvendo o referido espaço ao legítimo proprietário, depois da intervenção do Director do Gabinete de Estudos e Análises Estratégicas, Norberto Garcia, que se reuniu com as partes tendo chegado a um acordo de que o espaço deveria retomar as suas actividades comerciais.
Por: Cambundo Caholua
Segundo o Empresário Canígia Silva, proprietário do parque da Monua, por parte da direcção da ZEE participou das negociações o administrador da Zona Económica para área jurídica, Amor Belo, que assegurou a retirada da polícia do espaço e, consequentemente, repor as actividades comerciais das mais de 300 pessoas.
"Tivemos, antes da retirada da polícia, isso no dia 21 de Maio, uma reunião com o Doutor Amor Belo, administrador para a área Jurídica da ZEE, que garantiu que toda a força policial seria retirada da Monua, nos melhores prazos. E de facto, logo no dia seguinte, às 6 horas da manhã, recebi uma ligação de um dos meus colegas a dizer que a polícia se estava a retirar", explicou.
Por outro lado, Canígia realçou a forma como foi conduzido o processo, na pessoa de Norberto Garcia, que chamou as partes.
"Houve um breve processo de negociação, liderado pelo doutor Norberto Garcia, que chamou as partes e solicitou que procurássemos um entendimento consensual e foi uma atitude louvável", aplaudiu, asseverando que representa um alívio para a empresa.
"Podemos negociar ao mesmo tempo que retomamos as nossas actividades, permitindo assim que os nossos colaboradores voltem a ter as suas remunerações no final do mês e consigam sustentar as suas famílias", disse, assegurando que se está a esgotar todos os mecanismos de diálogo e negociação até ao processo chegar ao fim.
O empresário recordou que os serviços naquele parque, que também é terminal de viagem e cargas, ficaram paralisados por longo período, isto entre os dias 18 de Abril e 22 de Maio.
Fruto disso, segundo Canígia, houve um prejuízo financeiro na Empresa de cerca de 14 milhões de Kwanzas, tendo adiantado a este Jornal que pondera exigir uma indemnização deste valor ao PCA da Zona Económica Especial Luanda/Bengo, Manuel Pedro.
A informação foi recebida pelos colaboradores com bastante euforia, sendo que com a retomada dos trabalhos no parque da Monua, muitos verão de volta os seus rendimentos e, deste modo, sustentarem as suas famílias.








