DIIP mandou aguardar em casa: Idosa abusada sexualmente no Sequele, violador está identificado e anda livre zombando da vítima
Uma cidadã de nome Teresa Neto, de 74 anos de idade, residente no bairro Vila das Idéias, distrito urbano do Sequele, município de Cacuaco, foi agredida sexualmente por um jovem que está em liberdade.
Por: Cambuta Vieira
Segundo a lesada que procurou o Na Mira do Crime depois de ser ‘abandalhada’ pelas forças do DIIP, tudo começou por volta da meia-noite do passado dia 05 de Abril do ano em curso, quando estava nos seus aposentos e ouviu barulho na chapa, “pensei que fossem ratos, afinal era o bandido que estava a cortar as chapas”, contou a avó.
"Assim que ele entrou, estava com uma catana grande na mão, e me disse mamoite cala boca, senão vou te fatigar", recordou a anciã, explicando que está desde 1986 naquela zona, e nunca presenciou nada igual.
“Nunca vi isso, eu lhe disse você está na idade do meu neto, mas mesmo assim, continuou com as ameaças, rasgou o meu mosquiteiro, arrancou a minha roupa, subiu em cima de mim e fez sexo sem usar preservativo", lamentou.
A anciã conta que, após o sucedido, de manhã, em companhia das filhas, foram até ao piquete do DIIP no Sequele, “de tanto vai e vem, até hoje não resolveram nada, fomos até ao DIIP que está localizado na auto-estrada, mas aí disseram-me para não vir toda hora, mandaram-me ir para casa", deplorou.
“É triste o que eu estou a passar, estou sempre a ver ele a andar normalmente, como se não houvesse nada. Eu conheço o violador, o nome dele é Paizinho, ele passa todos os dias junto a minha casa e ainda zomba de mim”, chorou.
Em pouco tempo no terreno, o Na Mira flagrou o acusado que passava próximo da casa da vítima, como se nada tivesse acontecido.
Porta-voz garante que o processo está em curso
A equipa deste jornal ouviu o contraditório, na voz do Porta-voz do DIIP, Intendente Quintino Ferreira, que explicou que a idosa foi recebida na Direcção Central do DIIP, foi aberto o processo com o número 575/ 24 CS, e foi aconselhada a idosa a ficar em casa, em função da idade.
“É transtornável ela estar sempre no vai e vem, é um movimento desnecessário, porque temos domínio da situação, ela já cumpriu com a sua parte, não tem necessidade de se movimentar”, garantiu.
O oficial disse que é normal que a senhora se senti mal vendo o individuo que abusou dela a andar normalmente como se não houvesse nada.
“Há um processo a decorrer, nós estamos a trabalhar, o processo está no bom curso, o individuo não vai ficar impune, ela deve fazer a vida normalmente, mantendo-se firme, dependendo do processo investigativo e criminal, ele não estará impune, abusou uma ancião e vai pagar de acordo com os princípios da lei, estamos a trabalhar dentro no nosso espaço ”, atestou.









