Chamam "final feliz" - Casas de massagem oferecem prostituição de luxo em Luanda com pacotes ‘exclusivos’ expostos nas redes sociais
De um tempo para cá, é visível, nas redes sociais, um número considerável de publicidade de casas que se apresentam como locais de massagens relaxantes, mas que, na prática, o propósito é totalmente diferente.
Por: Cambimbe Osório
Este jornal fez um périplo pelo submundo das massagens e constatou que algumas dessas casas dedicam-se descaradamente à prostituição.
Como qualquer negócio legítimo, têm endereço, contactos e amostras dos produtos disponíveis como massagem tântrica, relaxante, para casal, Nuru, desportiva e 4 mãos.
A nossa equipa começou pela Helena Massagens com a página nas redes sociais, mais predominantemente no Facebook a indicar o endereço no Kilamba, Bloco P, apartamento 32, com os preços a rondarem entre 30 e 60 mil Kwanzas.
O atendimento é presencial, evidentemente, mas a publicidade é mais activa nas redes sociais, onde depois da abordagem da suposta massagem o cliente é informado sobre a existência massagens "com final feliz".
Aí nasceu a curiosidade sobre o que era, na verdade, esse "final feliz".
Descaradamente, uma senhora respondeu que se tratava de penetração sexual, o que forçou a nossa equipa de reportagem fazer-se passar por clientes.
Apresentou um leque de jovens e bem apresentadas, com a informação adicional de que eram limpas e sigilosas, prontas para satisfazer os clientes. "Se o Boss quiser, com um valor adicional de 6 mil Kwanzas fazemos ao domicílio", segredaram.
Já na Marifranca Massagens, situada próximo do terminal doméstico do Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, o trabalho é bem diferente.
Os proprietários alegaram que, por questões técnicas só fazem o trabalho ao domicílio com os preços a rondarem entre 15 e 25 mil kwanzas com um final feliz garantido.
Ainda no mundo da prostituição, existem algumas senhoras que preferem trabalhar sozinhas como profissional de sexo, tal como se apresentam.
Foi desta forma que conhecemos Lukenia, estudante universitária que nos contou como entrou para este mundo.
Alega que tinha dificuldades de pagar às disciplinas em atraso na universidade, e sob influência de uma amiga que já fazia "o trabalho", ficou aliciada.
Mais aliciada ainda quando soube que há "papoites" que não se envolvem sexualmente; apenas desejam companhia, e pagam por isso.
"Na primeira vez que estive diante de um cliente, não quis fazer nada comigo, apenas precisava da minha companhia e deu-me 15 mil Kwanzas", conta.
Há 02 anos na prostituição, Lukenia confessa haver muitos riscos, principalmente quando se dispensam o uso de preservativos.
"Há bosses que não usam preservativos, mas pagam bem e oferecem presentes", assumiu. "Deus é que sabe", atirou quando interrogada se não tinha medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis.
Informou ainda que também têm grupos do whatsaap, como por exemplo "o club das coleguinhas e a turma das gregas", que estão preparadas para satisfazer quem quer que seja.








