Lubango - Agentes da fiscalização acusados de extorquir vendedores no mercado do Mutundo
Agentes da fiscalização do mercado do Mutundo, município do Lubango, província da Huíla, estão a ser acusados da prática de extorsão aos vendedores de bancada e ambulantes.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Vendedores do mercado do Mutundo, no Lubango, estão agastados com as práticas dos fiscais que, logo pela manhã, cobram 100 Kwanzas para o pagamento da taxa, mas, se o vendedor não tiver esse valor, levam o negócio e, para devolução, exigem um montante que ronda entre 5 a 10 mil kwanzas.
Insatisfeitos com tal atitude, os vendedores pedem a quem de direito no sentido de pôr fim à ‘roubalheira’ e disciplinar os prevaricadores.
Os vendedores descreveram ao Na Mira do Crime que, recentemente, uma senhora, cujo nome não foi revelado, foi espancada por um fiscal porque a cidadã não terá pago os 100 kwanzas da taxa.
Segundo outras vendedoras, a mesma ainda não tinha vendido nada e, na altura, não tinha os 100 kwanzas.
"Esta prática tem sido constante, mas ninguém faz nada para resolver o problema que tanto preocupa os vendedores, até mesmo os agentes da polícia, todos estão imbuídos a extorquir o pacato vendedor", acusam.
Os agentes da polícia destacados no mercado do Mutundo, segundo os vendedores, são coniventes nesta prática realizada pelos fiscais, porque, “quando a senhora foi espancada, apresentou-se a queixa no posto policial daquele mercado”, mas o caso não teve pernas para andar.
Os vendedores afirmam que têm cumprido com o pagamento da taxa diária, "mas quando ainda não vendemos, os fiscais chegam com arrogância e levam o negócio, algumas vezes, quando se vai ao encontro deles, pedem multas de valores exorbitantes, e ainda por cima, devolvem o negócio incompleto e não se pode reclamar".
O deputado da UNITA pelo círculo provincial da Huíla, Augusto Samuel, efectuou recentemente uma visita ao mercado do Mutundo e não gostou do que viu e ouviu dos vendedores sobre o mau comportamento dos fiscais naquele mercado.
Augusto Samuel frisou que o povo está a ser castigado injustamente por aqueles que pretendem enriquecer ilicitamente, aproveitando o bom senso dos vendedores.
O deputado foi informado pelos vendedores que o ambiente no mercado do Mutundo não é salutar, ao contrário, tem sido um local de conflito, tudo por causa da falta de pedagogia por parte dos agentes de fiscalização.
Augusto Samuel solicitou uma audiência, há duas semanas, ao administrador municipal do Lubango, Lisender André, para analisar o assunto em causa, mas até ao momento sem deferimento.
O Na Mira do Crime contactou o administrador do mercado do Mutundo, Carlos Contreiras, que admitiu ter havido excesso por parte dos seus colegas, mas tudo está a ser feito para disciplinar os que estão envolvidos nesta prática.
Carlos Contreiras disse ter conhecimento do que se passa com os agentes da fiscalização, explicando que, os que forem identificados como culpados, apôs um encontro com todos agentes da fiscalização, sofrerão medidas drásticas.











