Corrupção: Ex-administrador da Cacula e antigo deputado do MPLA interrogado pela PGR
O ex-administrador do município da Cacula, Desidério da Graça, exonerado nesta segunda-feira, 01, pelo governador da Huíla, Nuno Mahapi, foi constituído arguido por alegados actos de corrupção.
Por: Belchior Resende
O também ex-deputado do MPLA, e antigo segundo secretário dos camaradas na Huíla, de acordo com a Angop, está envolvido em “actos de má governação”, em conluio com o seu director do Gabinete, César Cambinda e o secretário-geral da administração, Carlos Miranda, detidos há três meses.
Recorde-se que o Serviço de Investigação Criminal procedeu recentemente na Huíla, à detenção do director do gabinete do Administrador Municipal da Cacula, e do secretário-geral, ambos acusados de entre outros dos crimes de peculato e tráfico de influências.
Os dois funcionários públicos estavam a ser investigados no âmbito de um processo-crime em curso no SIC local, disse o seu porta-voz, Segunda Quitumba.
“O processo-crime apurou haver fortes indícios de envolvimento dos mesmos nos crimes de peculato, recebimento indevido de vantagem, tráfico de influência, abuso de poder e participação económica em negócios”, disse o porta-voz
Desidério da Graça exonerado ontem, é arguido no processo.
As detenções ocorreram depois de a subprocuradora geral da República titular na Huíla, Celma da Silva Lourenço, ter anunciado recentemente a abertura de dez inquéritos de um total de 38 denúncias apresentadas ao órgão entre Janeiro e Dezembro de 2023.
O mais recente caso de peculato e julgamento a envolver um gestor público na Huíla aconteceu em Junho de 2023 com a então directora do Gabinete Provincial da Saúde, Luciana Guimarães, condenada a três anos de prisão com pena suspensa.
C/VOA











