Agente da DTSER acusada estar envolvida em actos corrupção na emissão da segunda via da carta de condução em Cacuaco
Uma Polícia de trânsito da Direcção de Transito Segurança Rodoviária (DTSER), no município de Cacuaco, identificada apenas por Rosa está a ser acusada de cobrar 60 mil Kwanzas acima do normal para emissão da segunda via da carta de condução.
Por: Kihunga Bessa
Nos casos em que a carta de condução tenha sido extraviada, danificada, caducada, mal conservada ou se se pretenda actualizar a residência, deve requerer a emissão de uma 2.ª Via.
Para o efeito, deve dirigir-se aos Serviços da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária Secções Municipais ou SIAC’s.
É nessas circunstâncias que a agente intervém, sobrefacturando. Bastos Fulas, de 40 anos de idade, conta que tinha a sua carta de condução caducada e no dia 20 de Junho se dirigiu à Direcção de Transito Segurança Rodoviária do município de Cacuaco, onde pretendeu emitir a segunda via do documento.
No entanto, em vez de solucionar o problema, viu o caso a complicar-se ainda mais, tendo pago acima do normal que são 40.000.52 (quarenta mil e cinquenta e dois Kwanzas cêntimos), que são recomendados por lei.
O nosso entrevistado revela ainda que posto lá, terá solicitado um serviço urgente, uma vez que o mesmo depende apenas da carta de condução para sustentar a família.
"Assim que cheguei à Direcção, perguntei se há maneira de se emitir a carta com urgência, a dona Rosa pediu que eu pagasse 60 mil Kwanzas, como forma de me ajudar", contou.
Salientou que depois de ter pago os valores exigidos, foi-lhe prometido resolver o problema até ao dia 26 de Junho, mas até agora nada foi feito.
"Até agora, nem o verbete me foi passado e não sei o que fazer, preciso que me ajudem", clamou.
Este jornal contactou por via telefónica a acusada no sentido de ouvir a sua posição diante das acusações, mas sem sucesso.
Nesta segunda-feira, 01, a nossa reportagem deslocou-se até àquela Direcção, mas lhe foi dito que ela sentiu-se mal e foi dispensada.








