Uatucanento Moreira "Zico" - Agente do SIC que assassinou 03 pessoas no Cazenga já "assobia" nas ruas 23 dias depois
Passados 23 dias desde o trágico assassinato que aconteceu na zona do Curtume, Distrito Urbano do Kima Kieza, no município do Cazenga protagonizado supostamente por um agente do SIC, Uatucaneto Moreira (Zico), eis a surpresa para todos que o mesmo continua solto, assobiando pelas ruas, perseguindo aqueles que vandalizaram a casa de sua mãe depois do incidente, o que deixa insegura a população
Por: Kihunga Bessa
Na manhã desta sexta-feira, 12, uma equipa do Jornal Na Mira do Crime deslocou-se até àquela circunscrição do município do Cazenga e ouviu familiares e moradores que afirmaram, em uníssono, que o assassino está solto e a proceder detenções dos jovens que terão participado na retaliação ao vandalizarem a casa da sua mãe, depois do assassinato.
De acordo com Adão Raimundo, familiar do capitão Francisco Adriano Manuel, de 65 anos também vítima daquele agente do SIC, tomou conhecimento de que, na sexta-feira passada, "Zico" e mais quatro colegas seus trajados com coletes do SIC, dirigiram-se até à zona do Curtume onde efectuou a detenção do cidadão João Gabriel (Bad Arroz), irmão mais velho da outra vítima de assassinato, Bilson Gabriel(Billy), levaram-no até ao destacamento policial do mercado do Asa Branca, onde foi barbaramente torturado por alegadamente ter participado da vandalização da casa da mãe.
"Estamos super preocupados e inseguros, pois as autoridades não movem palha nenhuma e com esta situação não conseguimos fazer absolutamente nada", disse.
Segundo os moradores, foram ainda detidos por Zico e seus comparsas três outros jovens nomeadamente Estelão, Fp do Bedame e Rei Juliano, em diferentes ruas do Curtume.
E, questionados sobre a tramitação dos processos das vítimas, os familiares avançam que os processos estão a ser constituídos e vão continuar a acompanhar.
Este jornal sabe que o agente do SIC continua solto e é visto em quase toda parte de Luanda, e vai ao Cazenga a seu bel-prazer como se nada aconteceu.








