SIC recolhe predadores sexuais que abusaram sexualmente seis ‘criancinhas’ em Cacuaco
Operacionais da Direcção Municipal do SIC em Cacuaco, detiveram três cidadãos acusados de abusar sexualmente seis crianças com idades entre 2, 4, 5, 6, 7 e 15 anos de idade, esta última que ficou grávida de quatro meses.
Por: Solange Figueira
De acordo com as autoridades, os factos ocorreram em dias e horários alternados, neste mês de Julho do ano corrente, nos distritos urbanos de Cacuaco sede e Mulevos de Baixo, bairros da Cerâmica, Boa Esperança e Ângelo, no interior das residências dos acusados, por sinal vizinhos das vítimas.
Para saciar os seus apetites, os predadores aproveitavam-se da ausência dos progenitores das lesadas, aliciavam às vítimas com valores monetários, frutas e guloseimas e as levavam para as suas residências onde eram abusadas.
A vítima de 15 anos de idade cujo nome será ocultado, em exclusivo ao Na Mira do Crime contou que o seu “predador” usou uma segunda pessoa para embosca-la.
“Ele era meu vizinho e carretava água no quintal da minha mãe, quando eu estava na escola, ele mandou um moço estranho ir a minha busca, quando chegou, chamou-me pelo nome, e disse quem estava a me chamar, fui com ele até à residência do meu vizinho que até eu não conhecia, quando cheguei ele começou a me acariciar, e depois introduziu o pénis, não falei nada em casa da minha mãe, mas como ela é enfermeira, viu que os meus seios estavam muito grande”, recordou.
As febres e a transformação do corpo da adolescente levou que fosse feito um teste de gravidez que atestou positivo para quatro meses.
No entanto, devido a falta de cuidados, o bebé estava morto.
“Por causa da doença o bebé morreu na barriga, fiquei com muito medo, ele ameaçava que devia matar-se se eu falasse na minha família, estou em pânico até hoje”, explicou.
Dona Ruth, mãe da pequena Raquel, de 2 anos de idade, conta que os acusados que abusaram das outras cinco crianças, viviam num quintal comum.
“Nós vivemos num quintal comum, eu ainda é que lhes dei energia, a minha filha tem dois anos, ele introduziu o pénis dele na boca dela, e passou os dedos e o pénis na vagina da menina, a minha filha falou tudo quando eu perguntei, o mesmo moço quando perguntei não negou, ainda falou com ironia que eu podia ir se queixar onde quisesse que não daria em nada, depois disso investigamos a vida dele e vimos que, afinal, ele já tem abusado outras meninas no bairro e no quintal”, lamentou.
Para se envolverem com as crianças, contam as mães, os criminosos assistiam filmes pornográficos com as menores a partir dos seus telefones, e pediam que as mesmas imitassem o que estavam a assistir.
Glória, mãe de uma das vítimas, disse que na quarta-feira, 10, estava em casa a fazer o jantar e, quando se dirigiu ao quintal, encontrou a filha da vizinha a chorar.
“Vivo na Eco-campo, a minha filha tem 4 anos, depois de eu ver a filha da vizinha a chorar, ela me disse que que também foi violada, ele era muito chegado a nós, alguém em quem confiávamos muito, nunca achamos estranho porque ele era muito carinhoso com elas, dava bolachas e sambapito, não sei o que o levou a fazer isso, fizemos exames às crianças e deu positivo, não contávamos com isso, ele era bom moço, clamo por justiça”, exigiu.
Laura Faustino, mãe da pequena de 6 anos de idade, conta que as meninas chamam o violador carinhosamente por “Mano Geovane”.
“A minha filha contou a um menino de 6 anos que foi violada por ele, vivemos, num quintal comum, ele pedia comida em minha casa, porque é solteiro, mas a namorada dele tem frequentado o quintal, estou sem palavras, a minha filha disse que ele ameaçava elas de morte, estou sem chão, só quero justiça, eu pensei que era tudo mentira, mas os exames deram positivo, este moço é um monstro, tem que ficar preso para sempre, parecia uma pessoa muito boa”.
Jovens negam acusações e dizem não saber porque foram detidos
Edmilson dos Santos, acusado, de 25 anos de idade, diz ser inocente.
Em entrevista a este jornal, disse não saber porque foi detido. “Não sei porque estou aqui, estou a ser acusado de abusar de uma bebé de 2 anos de idade, eu trabalho, vivo no quintal já há dois anos, sempre tive uma boa relação com a mãe dela, eu tenho três filhos, a menina brinca com as minhas filhas, tenho esposa, não violei ninguém, me prenderam à toa, eu não fiz nada”, defendeu-se.
José Paulino Araújo, acusado, de 28 anos de idade, também diz ser inocente, está a ser acusado de abusar de 4 criancinhas.
“Estou a ser acusado de um crime que não cometi, na quarta-feira, fui para o meu trabalho, recebi uma ligação da mãe de uma das meninas a perguntar onde eu estava, no dia seguinte quando regressei do trabalho encontrei-me com o marido de uma delas, e disse que estavam a minha espera no quintal para me bater e me levar preso, eu liguei para a minha irmã, e juntos fomos até a esquadra mais próxima onde me entreguei”, contou.
O terceiro acusado, identificado apenas como Ângelo, que abusou e engravidou a menina de 15 anos de idade, está doente e encontra-se hospitalizado na enfermaria da Prisão de São Paulo.
Elisabete Lisboa dos Santos, directora municipal da Acção Social, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria a nível do município de Cacuaco, diz que a instituição dará o devido acompanhamentos às famílias lesadas.
“Vamos fazer acompanhamentos psicológico as meninas e as mães, alertar a sociedade, principalmente as mães a terem mais cuidado com às crianças e a prestarem mais atenção a elas, o nosso apoio será contínuo, não só para elas, vamos entrar nos bairros e verificar se existem mais casos dos género para darmos suporte às famílias”, garantiu.
Por sua vez, o Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, Porta-voz do SIC-Luanda, explicou que os acusados foram apresentados ao Ministério Público e ao Juíz de Garantia.
“O terceiro elemento está preso já há três semanas, mas por motivos de doença não pode estar aqui connosco”, disse.









