Peculato, extorsão e corrupção: Processo-crime contra ex-presidente do Tribunal de Contas em fase de conclusão
O processo-crime contra a ex-presidente do Tribunal de Contas (TC), Exalgina Gambôa, a nível da Procuradoria-Geral da República (PGR), está em fase terminal e deve seguir, em breve, para o Tribunal Supremo (TS) para os passos precedentes ao julgamento.
A informação foi avançada esta quarta-feira à ANGOP por uma fonte próxima da PGR, frisando que o expediente está a terminar e já foram ouvidas em instrução preparatória algumas figuras arroladas no processo.
Recentemente, o procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, anunciou à imprensa que estaria para breve a conclusão do processo.
Em Março de 2023, Exalgina Gambôa renunciou ao cargo de presidente do TC, pouco depois de ser constituída arguida, por suspeitas de corrupção.
Antes, o Presidente da República, João Lourenço, já tinha anunciado que tinha convidado Exalgina Gambôa a renunciar ao cargo, devido à perda de confiança.
Exalgina Gambôa e o seu filho Hailé da Cruz foram constituídos arguidos por crimes de extorsão e corrupção.
Na altura, a PGR esclareceu que, depois de realizar um inquérito devido a várias denúncias públicas, abriu um processo-crime contra a então presidente do Tribunal de Contas por suspeitas de crimes de peculato, extorsão e corrupção.
O inquérito foi aberto em reacção às informações e denúncias públicas que levaram o Presidente da República a convidar a magistrada a renunciar ao cargo.
Exalgina Gambôa optou por apresentar um pedido de jubilação antecipada, invocando razões de saúde, antes de apresentar a sua renúncia ao cargo, pedido que não foi aceite pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial.
C/Angop











