Pai é do suposto agente do SINSE: Autoridades desconhecem paradeiro de cidadão que causou acidente com cinco vítimas mortais no Kilamba
O cidadão Paulo Francisco Mulemba, de 41 anos de idade, procurou o Na Mira do Crime para denunciar «a fuga» de um cidadão que seguia numa viatura de marca Toyota, modelo Land Cruiser, que terá causado vítimas humanas e danos consideráveis a sua viatura, em 2022, e que até a data presente, mesmo depois de as autoridades tomarem conta da situação, o mesmo estar em parte incerta sem que a justiça o ‘alcance’, por supostamente ser filho de um ex-agente do Serviço de Segurança do Estado.
Por: Belchior Resende
O acidente ocorreu por volta das 10 horas do dia 19 do mês de Junho do ano de 2022, na centralidade do Kilamba, quando o motorista do queixoso, identificado como Eduardo Nassoma Cambimbi, seguia ao volante do táxi de marca Jinbei, com a chapa de matrícula LD-92-99-GI, juntamente com o seu cobrador, Carlos João de Oliveira, e vários passageiros.
Enquanto circulavam no interior da referida centralidade, conta, foram surpreendidos por uma viatura de marca Toyota, modelo Land Cruiser onde seguia um condutor cuja aparência sugeria que ingeriu álcool e, ao desrespeitar as regras de trânsito, ao tentar fazer uma curva num local proibido, viu-se envolvido num acidente do qual resultou na morte de cinco passageiros, ferimentos graves e leves para os demais ocupantes e danos avultados à viatura.
“Na altura surgiu a polícia e deteve o condutor que causou o acidente, e apreenderam as viaturas, a minha e do transgressor, e de seguida foram rebocadas até ao Comando Municipal de Belas, onde foi aberto um processo-crime sob n.º 4492/022-MP-BL”, informou.
Para o nosso espanto, conta, depois de algumas horas o transgressor foi solto, e mandado ir em paz sem qualquer explicação aos demais intervenientes no processo, levando consigo a viatura que se julgava ter sido apreendida, como se estivesse tudo resolvido.
“A grande verdade é que esse facto tem retardado a conclusão da instrução do processo, já que nem a PGR hoje consegue explicar onde se encontra o arguido que resolveram soltar, ou qual o paradeiro da viatura objecto do crime”, denunciou.
“A Polícia também não consegue informar com precisão se a viatura liberada estava ou não assegurada, já que somente eles tomaram contacto com os documentos da mesma, pois, nesta altura, a seguradora já teria sido chamada pela PGR para suportar os encargos patrimoniais que resultaram do acidente”, observou.
Segundo o nosso entrevistado, das vezes que a instrução tentou estabelecer um contacto com o mesmo, o transgressor desobedeceu a ordem de se apresentar para os actos do processo que exigem a sua presença, deixando o SIC e a PGR de mãos atadas sobre o prosseguimento do caso.
“Pessoas morreram, outras ficaram feridas, uma empresa está parada e trabalhadores sem rendimentos para as suas famílias, e do outro lado temos a PGR que não toma medidas para resolver essa situação, o que nos leva a considerarmos ser verdade o que se ouve dizer, que o transgressor é filho de um ex-agente do SINSE, que tem dificultado o seguimento do caso, pois não se compreende tamanha imprecisão por parte daqueles que têm a lei e todos os mecanismos possíveis para solucionarem os casos de crimes”, lamentou.
“Entendemos que a PGR e o SIC não podem continuar a bonificar os maus com a inércia, em claro prejuízo contra as pessoas que tentam fazer o que devem, dentro dos marcos da legalidade, para que, apesar de sacrifícios não falte pão à sua mesa”, analisou.
“Se não devemos fazer justiça com as próprias mãos”, disse, aqueles encarregues dela não nos pode denegá-la, sob pena de esse sentimento de impunidade forçar-nos a seguir uma justiça privada”.
“Estamos agastados com a situação e sufocados pelos prejuízos que sofremos, entendemos trazer essa situação a luz, para que mereça a atenção das autoridades, e sejam os órgãos competentes forçados a olhar para ela com mais rigor, esgotando as disposições da lei e permitam que alcancemos a justiça”, exigiu.








