Vai ser expulso: Antigo comandante da Polícia no Belas condenado a 26 anos de cadeia
O Tribunal de Comarca de Belas, condenou no final da tarde desta quinta-feira, 08, o antigo comandante da Polícia Nacional e Delegado do Ministério do Interior no município de Belas, Superintendente Paulo Evandro Machado Aragão, que estava em prisão preventiva desde Agosto de 2023, a pena máxima de 26 anos de cadeia, após ser provado que foi o mandante da morte de dois jovens, no bairro Parapeito Esqueleto.
Por: Cambuta Vieira
Depois de serem lidos os quesitos, o Ministério Público pediu “pena máxima” ao arguido, por ser o autor moral neste processo, que envolve outros cinco efectivos da polícia.
Os referidos agentes da polícia, explica a nossa fonte, nomeadamente Paulo Gonga Simão, Francisco Domingos Chicola e João Santos David Tchitote, confirmaram que tiveram contacto com às vítimas, ainda em vida, a partir do bairro Parapeito Esqueleto, onde foram acudir uma situação que envolveu os dois jovens (assassinados) que tinham sido duramente espancados pela população, por tentativa de roubo numa ‘lanchonete’, com recurso a arma de fogo.
Assim sendo, Paulo Evandro Machado Aragão e Luís de Jesus Pedro Catete, considerado braço direito do oficial, foram ambos condenados a pena de prisão de 26 anos, obrigados a pagar 300 mil kwanzas de taxa de justiça, e três milhões de kwanzas a título de compensação a família enlutada.
Vlademir Kiesse Monteiro Domingos, chefe de operações da unidade que levou os dois jovens assassinados, na qualidade de cúmplice, foi condenado a pena de 16 anos de prisão, 300 mil kwanzas de taxa de justiça, e três milhões de kwanzas de compensação à família.
João dos Santos David Tchitote, Paulo Gonga, Francisco Domingos Chicola foram condenados a 2 anos e seis meses de prisão, e vão pagar 100 mil kwanzas de taxa de justiça, e 2 milhões a família enlutada.
Teresa de Jesus Baptista e Teresa Mbunde Manuel, ambas viúvas do falecido Martinho Domingos Tchombe, de 46 anos de idade, 3º Subchefe da Polícia assassinado com 10 tiros quando saía da sua unidade, disseram que estão felizes com a pena aplicada, pois, embora “o nosso marido já não volta, mas a justiça foi feita, estamos satisfeitas", disseram.
https://www.namiradocrime.info/show/9042
Por sua vez, a família do motorista da patrulha que transportou os dois jovens assassinados, Guilherme Abel Tchitote, após ouvirem a sentença do seu parente, puseram-se em gritos e choros, achando que não lhes foi feita a devida justiça, pois, contam, o seu familiar apenas conduziu o carro e não matou ninguém.
“Como família nos sentimos tristes e injustiçados, o nosso irmão não cometeu nenhum crime, se não fossem eles a cair nessa máfia, seriam outros agentes", protestaram.
Natália Maria Lopes Simões, mãe dos dois jovens assassinados, disse a justiça foi correcta, porque ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, porque em Angola não existe a pena de morte.
Fonte da polícia informaram ao Na Mira do Crime que já foi aberto um processo disciplinar na instituição, e o oficial será expulso da corporação.
"Sendo a pena superior a três anos segundo os regulamentos da PNA. o mesmo é afastado da corporação compulsivamente".
Aquando da situação, este jornal sabe que Aragão estava cotado para ser o Comandante Municipal de Luanda.








