Com ajuda dos irmãos – Carolina Diabanza acusada de arquitectar a morte do marido (da AGT) e simular acidente de viação
A Direcção de Investigação e llícitos Penais (DIIP) procedeu à detenção de três irmãos, dos quais uma mulher, Carolina Diabanza, a mentora do crime de homicídio contra o seu marido, funcionário da Administração Geral Tributária (AGT). Para a prossecução do crime, o trio terá simulado um acidente de viação por capotamento para esconder as reais causas, mas para nada valeu.
Por: Lito Dias
Fontes deste jornal revelam que o caso remonta o dia 07 do mês corrente, quando o DIIP-Bengo realizou uma micro-operação que incidiu na vizinha província de Luanda, concretamente na Centralidade do Kilamba, devido ao acidente de viação tipificado como despiste seguido de capotamento, ocorrido no município do Dande, na localidade dos Libongos, no pretérito dia 31 Julho, que vitimou o cidadão, funcionário da AGT, que em vida se chamou Manuel Diyabanza.
Segundo as autoridades, a vítima era uma pessoa com posses e tudo começou no mês de Julho, quando da Centralidade do Kilamba, em Luanda, deslocou-se para a província do Zaire, em missão de trabalho, levando consigo a esposa.
Alguns dias depois, a 31 de Julho, o casal decide regressar a Luanda, mas o plano da morte do marido já tinha sido traçado no Zaire pela mulher, que levou consigo dois irmãos, de acordo com o porta-voz nacional da Direcção de Investigação e llícitos Penais (DIIP), Intendente, Quintino Ferreira.
Acrescentou que chegados ao município do Dande, província do Bengo, numa zona isolada, o trio de irmãos entrou em acção: pediram à vítima que parasse, dizendo-lhe que precisavam de satisfazer necessidades fisiológicas, e quando o carro parou, começaram a espancar brutalmente o condutor.
Para esconder o crime, colocaram-no ao volante da viatura e simularam um acidente por capotamento.
Depois, os acusados entraram em contacto com as autoridades locais para dar a conhecer o alegado acidente que resultou na morte imediata de apenas um dos ocupantes do automóvel.
Os agentes dirigiram-se ao local do crime e os indivíduos explicaram que "estavam todos dentro do carro quando o acidente aconteceu, mas apenas o condutor morreu", argumento, que, segundo Quintino Ferreira, não convenceu as autoridades, porque nenhum dos outros ocupantes do veículo tinha qualquer escoriação.
Esta desconfiança levou os especialistas da DIIP a aprofundar a investigação e a verificarem que a vítima tinha também hematomas, o que levou a concluir que eram resultado de uma agressão física. Aliás, isso mesmo veio a ser confirmado pela autópsia que ditou possível homicídio resultante de agressão física, que destruiu o cérebro na região ocipital-Pariental, bem como deixou sinais visíveis de hematomas e escoriações, na região dos membros superiores e da omoplata.
Diligências feitas, aferiram que não se tratou de um acidente normal, mas sim, de um homicídio qualificado, protagonizado pelos familiares da vítima: a esposa e seus dois irmãos.








