“Cumpriam ordens do chefe”: Chefe do NIIP e da Brigada Anti–Crime do Mayé-Mayé detidos por extorsão
Dois efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), estacionados no município de Cacuaco, na esquadra do Mayé-Mayé, foram detidos na última sexta-feira, 16, pela prática dos crimes de associação criminosa e extorsão.
Por: Carla Nayara e Ngunza Chipenda
Segundo apurou a investigação Na Mira do Crime, tudo aconteceu quando três seguranças de uma empresa que actuam no Sequele circulavam numa viatura de marca Toyota (V8), nos arredores da centralidade.
Durante o trajecto, foram interpelados por uma patrulha, e ao verificarem a existência de uma arma de fogo na viatura (dos seguranças), encaminharam os jovens até a esquadra do Mayé–Mayé, onde foram levados até ao DIIP, e o chefe ordenou a detenção dos seguranças, bem como a apreensão da referida arma de fogo e da viatura, mesmo a ser informado que a arma possuía documento e que os mesmos eram efectivos de uma empresa de segurança.
A extorsão
Na noite do mesmo dia 16, os seguranças foram soltos, com a garantia de que se fizessem presentes com os documentos da arma e da empresa de segurança.
No dia seguinte, um dos responsáveis da empresa de segurança dirigiu-se ao posto de polícia, e foi recebido pelo 2º Subchefe, identificados apenas como Aurélio, chefe do NIIP do Mayé-Mayé e Manuel, chefe da Brigada Anti–Crime, que ostenta a patente de agente de 3ªClasse.
No contacto mantido com estes polícias, alegaram que os meios apreendidos só seriam entregues com a ordem do chefe de secção municipal do DIIP, Inspector, André Valente, e com o pagamento da caução (gasosa) de 600 mil kwanzas.
Inconformado com a situação, o proprietário da empresa de segurança terá contactado um seu familiar, oficial superior da inteligência militar, pedindo a intervenção no caso, que rapidamente entrou em cena para acudir a situação.
No entanto, o chefe de secção terá pedido cem mil kwanzas para oferecer ajuda.
Alertados, oficias da Direcção Nacional do DIIP despoletaram uma micro-operção, que culminou com a detenção dos efectivos, em flagrante.
No município de Cacuaco, propriamente na zona do Mayé-Mayé e arredores, efectivos do DIIP são acusados de serem protectores de invasão de terrenos, num total silêncio da instituição que não faz uma investigação dos casos denunciados.
Contactado por este jornal, o Porta-voz do DIIP, Intendente, Quintino Ferreira, diz ter tomado conhecimento do caso, e que vai se pronunciar assim que for oportuno.








