Traficante apanhado com mais de uma tonelada e meia de liamba no 30
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, através do seu Departamento de Combate ao Narcotráfico, deteve um cidadão identificado por Cassule Avelino Raul, de 47 anos de idade, implicado no crime de tráfico inter-provincial de droga, do tipo cannabis, sendo flagrado no interior do seu quintal com 54 sacos de ráfia, contendo cerca de 1.750 quilogramas de estupefaciente, vulgo liamba, no município de Viana.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o Porta-voz em exercício do SIC-Luanda, Inspector, Emanuel Capita, a detenção ocorreu no distrito da Baia, km-30, no dia 16 do corrente mês.
Segundo o responsável, o implicado era o receptador da mercadoria, que chegava a partir da província de Malanje, a fim de ser comercializada em Luanda.
O acusado é membro de uma quadrilha composta por três elementos, sendo que dois estão em fuga.
O Na Mira do Crime sabe que um dos implicados é o proprietário da fazenda onde saía o produto.
No mercado, cada saco de liamba seria vendido ao preço de 150 mil Kwanzas.
Foram ainda apreendidos no mesmo local dois telefones e uma motorizada de marca Kawazaki, de cor preta.
O implicado, ao falar à imprensa, assumiu ser o proprietário da residência onde estava depositado o produto, mas alegou que não sabia que se tratava de liamba por ser um comerciante de bombom e jinguba.
"Eu não sabia que era Iiamba o que estava aí, não só, a casa também não é onde eu habito. Aquela casa é minha, mas coloquei na renda há dois anos, num belo dia, numa quinta-feira ou sexta-feira, é quando eu recebi uma chamada a me dizerem pode vir chegar aqui. Eu pensei que fosse para ir buscar jinguba, ou para ir buscar bombó, já que os homens que alugaram o meu espaço, traziam o produto do campo.
No entanto, conta, ao chegar, foi surpreendido com a presença do SIC no local.
"Assim que eu cheguei, cruzei com o SIC e me perguntaram se essa é a minha casa", concluiu.
Emanuel Capita fez saber que o detido foi encaminhado ao Ministério Público e ao Juíz de Garantias, que aplicou a medida de coação mais gravosa, que é a prisão preventiva.
O oficial de investigação Assegurou ao Na Mira do Crime que o SIC, através do seu Departamento de Combate ao Crime, desdobra-se em diligências no intuito de localizar os outros três implicados.








