Deixa bebé de 11 meses: Família da jovem que morreu em Talatona não teve acesso a autópsia e exige condenação exemplar ao libanês
O Na Mira do Crime retoma hoje, mais uma vez, o caso da jovem Anabela Barbosa Marques “Jerusa”, de 30 anos de idade, até a data da sua morte residente no bairro Morro Bento, município de Luanda, que no dia 15 de Agosto do ano em curso, caiu do 3º andar do apartamento número 304, do edifício Benguela, situado no condomínio Belas Business Park, em Talatona, quando estava acompanhada do cidadão libanês Lakkis Mohammed, de 54 anos de idade.
Por: Cambuta Vieira
Sepultada na manhã de terça-feira, 20, no Cemitério do Benfica, a equipa deste jornal deslocou-se até a casa da irmã mais velha da malograda, no bairro Cassequel, onde foi realizado o óbito, para junto da família percebermos como "andam as coisas".
Emília Domingos Tomás Marques, irmã mais velha de Jerusa, começou por explicar que, na manhã de quinta-feira, 15 de Agosto, a jovem despediu a babá que ia ter com o seu advogado, uma vez que estava a tratar da documentação para a pensão alimentar dos filhos menores, visto que acabava de perder o marido há pouco menos de cinco meses, isto no mês de Março.
"Ela disse a babá que não demorava, por isso não precisava ela fazer almoço, que ela mesma ia cozinhar", no entanto, verdade é que a jovem nunca mais regressou.
“Dada a demora, a babá começou a se preocupar, porque a minha irmã não gostava de sair e ficar muito tempo fora de casa, então ela começou a ligar, mas infelizmente ela não atendia”, relatou.
"A minha irmã saiu de casa às 10 horas, e foi morta às 12 horas, do Morro Bento até ao Talatona leva algum tempo, e por outra, há relatos que eles antes de subirem para o apartamento tomaram café na quiosque (restaurante) que fica na entrada do edifício, e em pouco tempo houve uma discussão, e depois ela caiu, isso está mal contado", descreveu.
Segundo Emília, a família foi contactada pelo SIC, no período da noite, a pedir que chegassem até a Morgue Central de Luanda, para reconhecimento do corpo.
"Assim que chegamos na morgue, reconhecemos que era ela, mas não entendemos as razões que levaram este senhor a matar a minha irmã, não se justifica, ainda que as especulações nas redes sociais fossem verdades, não dá o direito de ela ser morta daquela forma”, reclamou.
“Ela caiu com o rosto por cima, eu tenho 51 anos e nunca vi, a hipótese de suicídio está descartada, ela foi jogada por alguém, só não temos muitos detalhes porque ainda não nos foi apresentado os resultados da autópsia", lamentou.
Jerusa era muito reservada, e estava a passar por um período difícil, por causa da morte do marido, com três filhos por cuidas, de 7, 3 11 meses de idade, a jovem estava tranquila, e tinha-se convertido na igreja Pentecostal.
"Ela caiu do terceiro andar, fracturou a perna e o pescoço, conforme está nas imagens que circularam… essa informação de roubo de diamante é pura mentira, por favor, não sujam o bom nome da minha irmã, diamante não fica exposto, nem mesmo no quarto, se supostamente ela conheceu o senhor na quarta-feira (dia antes da morte), 24 horas é tempo suficiente para ela saber quem era o senhor?", questionou.
A família clama por justiça, afirma que o estrangeiro não pode vir para Angola fazer o que bem entender e sair impune, “é uma vida humana, não se justifica qualquer razão que fez com que ele chegasse até este ponto, queremos justiça e condenação exemplar”, exigiram.
O Na Mira do Crime sabe que a malograda era comerciante, deixa três filhos. Fonte junto do processo fez saber que o acusado que o acusado foi ouvido pelo Juiz de Garantias na quarta-feira, 21, que o manteve sob detenção, enquanto decorre o processo número 12,649/024 DH.








