Chefe interino do DIIP-Luanda e pares detidos por ‘maltratarem’ Procurador junto da Polícia Judiciária Militar
O Chefe da Secção Municipal de Ilícitos Penais de Luanda, Intendente Pedro Rafael, que se encontra a interinar o Departamento Provincial de Ilícitos Penais de Luanda, em razão do Superintendente-Chefe, Adilson Santos, se encontrar em gozo de licença disciplinar, foi detido na Procuradoria Judiciária Militar (PJM), no dia 23 de Agosto, por volta das 10 horas e 30 minutos, na companhia do chefe da Brigada Anti-Crime do município de Luanda, o 3.° Subchefe conhecido por “Baga – Zé” e mais três efectivos da mesma Brigada, por agirem à margem da lei e maltratarem um Procurador.
Por: Lito Dias
Segundo fontes deste Jornal, os factos já decorrem há algum tempo, quando os implicados receberam a notícia da ocorrência de um crime no município de Luanda, Distrito Urbano da Samba, a dar conta de um indivíduo a bordo de um veículo e em posse de uma arma de fogo, que depois de interpelado pelas forças da ordem, o mesmo fugiu para o interior da residência de um familiar seu que, por sinal, é Procurador-Geral da República junto da Polícia Judiciária Militar (PJM).
Na altura, sob orientação do Chefe da Secção Municipal de Ilícitos Penais de Luanda, deslocou-se a Brigada Anti-Crime que, chegando à residência, retiram o indivíduo sem apresentarem algum mandado, desrespeitando e ofendendo o Digno Magistrado no Ministério Público que os alertou a não praticarem tal acto que constituía crime.
O procurador, quando se dirigiu à Secção Municipal de Ilícitos Penais de Luanda, localizada no mesmo distrito, ao ser atendido pelo Intendente Pedro Rafael, este maltratou a aludida autoridade judiciária que, no dia seguinte, abriu um processo-crime contra estes efectivos.
A eles, foram aplicadas medidas de apresentação periódica naquele órgão de justiça militar. No entanto, na sexta-feira, 23, quando foram apresentar-se sem dar a conhecer ao Comandante Provincial de Luanda, Comissário-Chefe Ribas, foram detidos.
A fonte refere que o mesmo Oficial Superior, enquanto se encontrava a interinar, manda os órgãos de polícia, tinha o dever de comunicar imediatamente ao seu comandante, caindo assim em actos graves de negligência; "para um oficial de quem se esperava muito mais".
Contactado por este jornal, o porta-voz do DIIP, Intendente Quintino Ferreira, não certificou nem negou a detenção dos seus colegas, prometendo pronunciar-se nas próximas horas.








