Segredo absoluto no resultado da autópsia - Libanês acusado de matar angolana pode ter fugido do país
Lakkis Mohamed, cidadão libanês de 54 anos de idade, empresário do sector diamantífero, principal suspeito de ter cometido o homicídio onde foi vítima a cidadã angolana Ana Bela Marques Barbosa, conhecida por Jerusa, de 30 anos de idade, empurrada do apartamento 304, 3° andar do edifício Benguela, situado no condomínio Belas Bussiness Park, em Luanda, já foi solto, em menos de um mês depois da sua detenção.
Por: Cambuta Vieira
De acordo com a irmã, Emília Marques Barbosa, o homicida vai responder pelo crime em liberdade, pois o processo estava no juiz de garantia, onde repousa até hoje.
"Na sexta-feira, 06 de Setembro, nós obtivemos informações a partir do instrutor Teddy, que o processo estava no juiz de garantia, porque o processo estava a ser examinado", disse, acrescentando que, até hoje, a caminho de um mês, a família não têm o resultado da autópsia.
"Não sabemos as reais causas da morte da nossa irmã, tudo porque o resultado da autópsia só foi dado ao SIC, menos à família, o que é estranho", precisou.
Disse terem questionado as razões da não entrega do resultado à família, e eles alegaram que o SIC estava presente no hospital, recebeu o resultado e defendeu que deve constar do processo.
"É muito triste nesse país, não há justiça, não há lei para quem tem dinheiro, só existe lei para os pobres, os ricos saem impunes, não entendo o porquê da banalização da vida da pessoa humana", desabafou.
A família da malograda diz que só no início da semana é que soube que o homicida vai responder em liberdade.
"Fiquei muito triste com essa notícia", lamentou. Uma fonte fidedigna contou a esse Jornal que o homicida encontra-se em liberdade e fora do país.
"O senhor Lakkis Mohamed saiu do país de forma clandestina", revelou, salientando que o processo está sendo estudado pelas autoridades competentes, já que ele saiu sob termo de identidade e residência, não houve um tratamento apropriado.
Para algumas fontes, dada a gravidade do crime, o acusado devia estar em prisão preventiva que, nessas condições, é a medida mais gravosa, aplicada quando o réu apresenta risco de fuga, e sendo ele um estrangeiro, não havia motivos de ser solto.
A equipa deste jornal deslocou-se até à PGR junto do SIC/ Luanda, onde foi informada que, "depois do ocorrido, no dia seguinte, 16 de Agosto, o acusado foi ouvido, e no dia 19 de Agosto o processo foi encaminhado ao juiz de garantia.








