SIC detém chinês que facturava mais de 2 milhões de Kwanzas por mês em mineração de criptomoedas na Vida Pacífica
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocados na Direcção Central de Operações, bem como a Direcção de Combate aos Crimes Informáticos, detiveram um cidadão de nacionalidade chinesa, de 30 anos de idade, identificado por Zhang Liang, engenheiro informático, que se dedicava na prática de mineração ilegal de criptomoedas, sendo que por mês facturava acima de 2 milhões de Kwanzas, no interior de dois apartamentos arrendados, situados na centralidade Vida Pacífica, no município de Viana.
Por: Cambundo Caholua
Ao falar à imprensa, na manhã desta segunda-feira, 7, o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, informou que a detenção ocorreu no último sábado, em flagrante delito, quando, por via de uma denúncia, os operacionais tomaram conhecimento de que, no Zango-0, na Zona-2 (Bloco 2) e na Zona-1 (Bloco 4), propriamente na centralidade Vida Pacífica, existia um cidadão que tinha instalado mais de 80 máquinas processadoras de mineração de criptomoedas, no interior de dois apartamentos arrendados.
"Este indivíduo, através de documentos falsificados, arrendou dois apartamentos em dois blocos diferentes aqui na vida pacífica, para, portanto, passar de forma silenciosa ao olhar das autoridades e também dos seus vizinhos, porque até os vizinhos aqui nem sequer se aperceberam de que este cidadão estava a minerar criptomoedas no apartamento, ou seja, num dos quartos dos seus apartamentos, tanto é que tinha instalado o sistema de data center e o outro tinha os sistemas informáticos de mineração", esclareceu.
"No total, todas as máquinas encontradas no interior dos apartamentos, estão avaliadas em mais de 500 mil dólares norte-americanos", revelou o Porta-voz.
Para além do crime de mineração de criptomoeda, Zhang Liang também é acusado do crime de outros activos virtuais, bem como falsificação de passaporte e outros documentos.
Por outro lado, em cada apartamento, isto nos andares 4 e 15, dos blocos e zonas já referenciadas, o acusado tinha várias máquinas processadoras que, mediante ao sistema ORIS, usado para transformar a moeda digital em moeda normal e depois, através do branqueamento, eram inseridos em bancos por via VISA.
No entanto, soube o Na Mira do Crime, que o referido cidadão pagava aos apartamentos cerca de 260 mil Kwanzas por mês, aos proprietários dos imóveis, já para a internet TV Cabo eram pagos 40 mil Kwanzas, ao passo que a energia eléctrica pagava um valor de 80 mil Kwanzas por mês.
Manuel Halaiwa recordou que o cidadão chinês, é o mesmo engenheiro que instalou as máquinas de mineração de criptomoedas nas províncias do Huambo e Bengo, recentemente desmanteladas pelos operacionais do Serviço de Investigação Criminal.








