Secretário da Igreja Pentecostal viola menor de 14 anos no interior da igreja durante oração
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), estacionados no município do Cazenga, detiveram o cidadão António Correia Luamba Francisco, de 30 anos de idade, secretário da Igreja Pentecostal, pela prática dos crimes de abuso sexual e ameaças de morte, onde é vítima uma menor de 14 anos de idade, que por sinal é também aluna do predador sexual.
Por: Solange Figueira
De acordo com as autoridades, o acusado, sob ameaças de morte, abusa sexualmente da menor desde Novembro de 2023, ameaçando-a de morte, caso contasse o sucedido aos seus familiares.
Na última acção do criminoso, a menor e a sua mãe estavam em oração no interior da referida igreja, situada no Distrito Urbano do Kima-Kieza, Bairro do Curtume, Rua dos Abusantes, município do Cazenga, quando o acusado levou a menor a um dos compartimentos do referido templo, consumou o acto, tendo sido flagrado por um outro fiel da igreja.
Em entrevista ao Na Mira do Crime, o acusado disse que ficou surpreendido com a sua detenção, “Estou muito admirado com este facto, eu sou padrinho dela, no sábado a menina ainda disse à frente da família e de todos que é virgem, que eu chamei ela, tirei a roupa, mostrei os meus órgãos genitais mas não penetrei, também sou professor, tenho muitas alunas da idade dela e mais velhas, nunca namorei com nenhuma delas, estão a me culpar de algo que eu não fiz”, explicou.
Falando a este jornal, a vítima disse que é abusada desde 2023. “Ele é meu padrinho e secretário da minha igreja, viveu um tempo na nossa casa com a mulher dele e às filhas, foi aí que tudo acontecia, na minha casa, na igreja e na casa de um amigo dele, quando ele me penetrava nunca usou preservativo, me ameaça de morte e dizia que se eu falasse em alguém, eu seria rejeitada pela sociedade, e devia sofrer bulling na escola, por medo nunca falei a ninguém”, desabafou.
Felisberto dos Santos, irmão da vítima, diz que se apercebeu dos abusos o ano passado, chamou várias vezes atenção a sua minha mãe do jeito que o acusado trava à sua irmã, mas foi ignorado.
“Este ano, um dos meus amigos avisou-me que ele tinha relacionamento com a minha irmã, estou sem palavras, porque a minha mãe tratava melhor este predador do que eu, a minha mãe nunca acreditou em mim, depois de tudo sair à tona, alguns familiares e vizinhos queriam agredi –lo, mas eu ainda é que tive que o acudir e levar até a esquadra”, lamentou.
Emília Dos Santos, mãe da vítima, conta que o violador estava a ser expulso de casa por não ter dinheiro para pagar a renda.
“Só o acolhi por pena, por ser casado e ter duas filhas, coloquei-o a viver em minha casa, eu sou viúva, ele era secretário e professor, confiei nele por saber que ele era da minha igreja, até às tarefas da escola ele ensinava a minha filha, afinal é um monstro, estragou a minha filha de catorze anos, eu só fiz o bem, o meu amor pelas pessoas acabou, não tenho marido há muitos anos, se ele quisesse fazer sexo era só me pedir, eu faria com ele sem nenhum problema, nunca deixaria ele tocar e penetrar na minha filha, na igreja ele é um santo, afinal por dentro é um satanás”, deplorou.
De acordo com Emília, a família do violador está a pedir para negociarem, mas recusam categoricamente.
“Eu não aceitei, o meu irmão disse-lhes que vamos perdoar quando ele dormir também a filha dele de 14 anos, este jovem é um monstro”, sentenciou.
Yolanda Mateus, chefe de inspecção do Instituto Nacional da Criança para a Área de protecção, diz que a instituição que representa não vai deixar de apoiar, proteger e aconselhar às famílias e as crianças sobre estes perigos.
“Este facto é muito triste, os infractores ficam impunes, muitas vezes às famílias são coniventes, obrigam as meninas a manterem silêncio”, lamentou.
Por sua vez, Fernando Carvalho, Chefe do Gabinete de Comunicação do SIC-Luanda, aponta o diálogo como sendo o pilar principal, para relação entre pais e adolescentes, pois que, está é a melhor ferramenta para se conectar e construir um vínculo com os filhos.









