Foi fardado para intimidar: Falso Major cai nas malhas do SIC-Geral por burla, falsa qualidade e associação criminosa
Um falso efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA), identificado como Fernando Madureira Fernando, de 35 anos de idade, residente no bairro do Zango 03, distrito urbano do Zango, município de Viana, foi detido por efectivos do SIC-Geral em coordenação com a Polícia Judiciária Militar, acusado nos crimes de associação criminosa, burla, falsa qualidade, uso de trajes e uniformes militares.
Por: Cambuta Vieira e Belchior Resende
De acordo com o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, o acusado foi apanhado no dia 14 do mês em curso, em torno de um processo- crime que estava em instrução na Direcção Central de Combate ao Crime Organizado, quando o acusado foi notificado para comparecer na qualidade de declarante, num processo onde várias pessoas foram burladas com promessas de ingresso nas Forças Armadas e Polícia, em troca de dinheiro, onde o mesmo indivíduo, em colaboração com outros, já identificados, eram apontados como mentores do esquema fraudulento.
“O mesmo compareceu ao SIC devidamente uniformizado, com o fardamento das FAA, ostentando o posto militar de Major, portanto, indagado sobre a sua qualidade, este tentou ludibriar os investigadores, afirmando que pertencia ao Exército, alegando que era militar e já há algum tempo”, informou Halaiwa.
Após ser interrogado e o mesmo ter certificado que era oficial das FAA, diz o porta-voz, o SIC não descansou, fez todas às diligências com a Polícia Judiciária Militar junto da 101ª Brigada do Exército, onde o mesmo afirmou que fazia parte, e comprovou-se que o mesmo não fazia parte da base de dados das forças.
“O mesmo está envolvido directamente em várias queixas de bula, e o que o SIC constatou é que o indivíduo, para fazer bem as suas artimanhas, e para intimidar terceiros, apresentava-se permanentemente fardado, ostentando a patente de Major, portanto, para fazer crer que era uma pessoa idónea”, observou.
Halaiwa disse que no esquema, estão envolvidos oficias bem identificados, que recebiam os processos individuas.
“Das acções investigativas realizadas foi possível apreender vários meios em sua posse, nomeadamente, seis dormas militar, três calças militar, quatro camisas militar, quicos, cinco boinas, uma bota militar, um rádio de comunicações, uma toca militar, 180 processos individuais para o suposto enquadramento, um caderno com todas as anotações das pessoas que pagaram e os que deviam pagar, quatro passadores dentre os quais dois com o posto militar de major, um de capitão, um de segundo cabo e uma viatura que circulava com o indivíduo”, explicou.
O Na Mira do Crime sabe que, para receber os processos, em troca de enquadramento, o falso Major recebia de cada pessoa 800 mil kwanzas.
Vale sublinhar que, na altura em que o acusado se apresentou ao SIC, fez-se acompanhar de uma carro de marca Toyota, modelo Land Cruiser, de cor branca, alugada, com dois elementos a bordo.








