Vergonha na Polícia de Cacuaco: Polícias corruptos (flagrados) fazem filas para extorquir automobilistas e moto-taxistas
Os automobilistas que exercem a actividade de táxi no município de Cacuaco, denunciam a presença massiva de agentes da Polícia Nacional principalmente da Ordem Pública, ao longo da estrada, que têm como objectivo extorquir os taxistas ou apreender motorizadas para negociar a devolução.
Por: Na Mira do Crime
O NA MIRA DO CRIME esteve no distrito do urbano do Kicolo, no bairro da Boa Esperança, em frente a Esquadra, entrada da creche do mercado do Kicolo, paragem do Salão das Testemunhas de Jeová; Augusto Ngangula, na rua da escola do Geremias, Escola da lata, Gesso e da Póllvora; Malueca; bairro Paraiso, na ponte; Pedreira, no Catana; entrada da praça da Cerâmica e casa do almoço, locais apontados pelos taxistas como sendo os pontos mais difíceis de se exercer a actividade de táxi.
Os agentes, disseram os taxistas e moto-taxistas, fazem-se presentes nas vias pelas primeiras horas da manhã, causando transtornos aos automobilistas.
“É um número exagerado de efectivos, e isso nos obriga a gastar muito dinheiro durante o dia, porque eles não querem saber de documentos, só de dinheiro”, denunciaram.
Os da “Pólvora”, subdivididos no Posto policial do mercado do Kicolo, e do “Bom Pastor”, disse o senhor Panzo, são apontados como os que mais ficam perfilados ao longo da estrada e ruas, e de seguida estão os da Esquadra do “Paraíso”.
Por último, estão os “mixeiros da Esquadra da Boa Esperança, tem sido bastante estressante fazer o percurso nestas zonas, os polícias estão na rua a partir das 06 horas, fazem divisão de turnos e passam o dia todo a pedir 200 Kwanzas, numa só viagem posso gastar 600 Kwanzas, o que prejudica as minhas contas com o patrão", lamentou um taxista, que pediu para não ser identificado.
Acrescentam que vários acidentes que ocorrem na ponte do Paraíso são atribuídos a presença dos homens da farda azul, que ficam aí perfilados a espera dos moto-taxistas.
"Os moto-taxistas fazem de tudo para não caírem nas mãos da polícia, porque chegam a pagar até cinco mil Kwanzas, ou é apreendida a motorizada. Então, quando passam pela ponte aumentam a velocidade e muitas vezes termina em acidentes”, descobriu.
OS AGENTES DA POLICIA MAIS CONHECIDOS NA MIXA
Os taxistas apontam o dedo acusador para os agentes “Pedro”, e o “Zaga”, como os mais antigos na prática e, segundo os automobilistas, actuam em qualquer zona.
“O Pedro pertencia a Esquadra do mercado do Kicolo, está sempre embriagado e não tem educação. Chega ao ponto de se pendurar nas grelhas das motorizadas durante as abordagens, e quando consegue uma boa soma de dinheiro, vai beber no quintal da tia Rosa, ao lado do Salão das testemunhas de Jeová, em direcção ao mercado do Kicolo… ele paga bebida à vontade aos jovens que ele encontra no quintal", revelou um dos seus vizinhos, motoqueiro, residente na rua do Magrinho.
"O Zaga pertence a Esquadra da Boa Esperança, actualmente actua na cerâmica no combate a venda desorganizada, nas manhãs fica na Pumangol próximo a WM. Um outro da mesma Esquadra, escurinho, que anda com o rádio de comunicação, também é altamente destacado na mixa, chega a ponto de levar as motorizadas para ajudar na mobilidade dos polícias, segundo ele, porque a viatura da Esquadra encontra-se avariada, mas ele actua mais de manhã cedinho e de noite, quando o comandante ainda não se encontra na Esquadra ou terá ido para casa”, contou.
Os polícias do destacamento do mercado do Kicolo, segundo contam, pertecentem a Esquadra da Pólvora, são comandados pelo “Tio João” e actuam no bairro Augusto Ngangula, principalmente na rua da escola do Geremias, Escola da lata, Gesso, próximo da Esquadra da Pólvora, entrada do mercado do Kicolo.
“Eles ficam sem vergonha no meio da rua, bêbados, com a farda sempre suja, o Tio João, um agente de idade avançada, coordena sempre o grupo, pela postura dele parece já reformado, apenas coloca a farda para conseguir dinheiro”, denunciaram.
“O Nobre, um clarinho do posto do mercado do Kicolo, este só aceita receber do motoqueiro a partir dos cinco mil Kwanzas, caso contrário leva a mota e fica a girar com ela”, denunciaram os moto-taxistas.
No Paraíso, disseram, a brigada motorizada lidera o esquema, agem de forma rápida para não despertar a atenção das pessoas, giram por todas as ruas, a procura de quem possa cair na rede.
“Eles criam engarrafamentos propositados para facilitar na abordagem das viaturas e kupapatas, são obrigados a deixar de trezentos a 500 Kwanzas", revelaram, acrescentando que, no Malueca, os agentes estacionam na ponte (paragem dos motoqueiros), no desvio do Malueca e na rua das 500 Casas.
A nossa reportagem esteve em todos estes locais, e de forma disfarçada flagramos a vergonha da polícia, a extorquir automobilistas e motoqueiros de forma aberta.








