Há uma vítima que luta pela vida: Detidos falsos profissionais de saúde que aplicavam jarda a troco de cinco milhões de kwanzas no Maculusso e Centralidade do Kilamba
Três cidadãos nacionais com idades entre 23 e 28 anos de idade, foram detidos nesta quinta-feira, 24, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Central de Combate aos Crimes Económicos e Contra Saúde Pública, por factos que configuram os crimes de exercício ilegal de profissão, consubstanciado no facto de estarem a exercer de forma ilegal a actividade de esteticista, aplicando várias substâncias inapropriadas aos glúteos de várias mulheres, para supostamente aumentarem o tamanho ou simplesmente "Jardar"
Por: Alfredo dos Santos Talamaku e Kihunga Bessa
Investigações levadas à cabo pelo SIC, apurou que a actividade ilícitas era práticada em dois locais diferentes, cujo proprietário, identificado por 'Abel Patricio', que se encontra foragido para Portugal, actuava como o principal profissional.
Manuel Halaiwa, Porta-voz do SIC-geral, avançou que os cidadãos foram detidos em circunstâncias diferentes, sendo um no Maculusso, e os outros dois na centralidades do Kilamba, município do Belas.
"Faziam-se passar por profissionais de estética corporal, e aplicavam substâncias inapropriadas as mulheres, além de outros serviços ilegais que dispunham, como massagem corporal e outros" informou o oficial.
A atracção para os serviços eram realizados por via das plataformas digitais, na qual várias senhoras, inclusive de idades, compreendidas, foram sujeitas aos procedimentos terapêuticos e, actualmente, encontram-se a enfrentar efeitos secundários graves.
"Lamentavelmente, por estarem a ser usadas substâncias inapropriadas, o fim de muitas jovens não foi satisfatório, com consequências nefastas e terminaram defeituosas, como caso concreto temos o da jovem que fez a denúncia, cuja saúde requer muitos cuidados, precisa de uma terapia de extracção dos límpidos dos músculos glúteos", informou, sublinhando que, o procedimento chega a custar cinco milhões de Kwanzas.
"Ela precisa de ajuda financeira para ser submetida ao procedimento recomendado para sair da situação a qual se encontra", sublinhou.
Aquele responsável garantiu que o SIC procederá nos próximos momentos a identificação de outros locais que exercem a actividade, e procederá ao encerramento das mesmas.
"Seremos implacáveis com esses indivíduos, pelo facto de estarem a criar problemas graves a saúde das pessoas, e muitos exercem a actividade sem qualificações profissional, forjando-se na realização de massagem, quando no entanto propõem o aumento dos glúteos e outras alterações de estética", finalizou.
Ouvida pelo Na Mira do Crime, a vítima, Francisca Manuel,(nome fictício) moradora da Ilha de Luanda, Distrito Urbano da Ingombota, município de Luanda, conta que teve acesso ao local, através das publicidades que os mesmos fazem nas redes sociais.
Após manter contacto com Abel Patrício, por sinal o proprietário do espaço, procurou saber a localização do espaço, daí dirigiu-se ao local sem dar conhecimento aos seus familiares, tendo início aplicado a jarda em Dezembro de 2023, tomando duas secções das cinco pretendidas, das mãos do proprietário e um outro funcionário identificado apenas por Fernando.
"Foram 10 injecções na primeira secção e 10 na segunda", contou.
A nossa entrevistada, explica ainda que das cinco sessões que pretendia, foi cobrado um montante de KZ 500.000, dos quais 100 mil kwanzas para cada sessão, acrescentando que teve que parar com o plano, porque no dia 5 de Janeiro do ano em curso começou a sentir os primeiros sintomas, com aparição de nódulos.
"No mês de Março dirigiu-me a uma clínica de um dos meus amigos, que detectou secreções, e orientou-me a informar a minha família, porque ia necessitar de uma cirurgia urgente", revelou.
" Daí as dores intensificaram- se e tudo começou a piorar, fui para clínica da Endiama, mas sem sucesso", realçou, salientando que dentro daquela clínica alguém a advertiu a dirigir- se a clínica Cligest, onde sofreu duas cirurgias nos glúteos.
" Estou muito arrependida, dou graças a Deus que as vezes precisamos passar por uma situação para aprender dar valor a vida, e eu pela vaidade quase morri, aconselho as outras mulheres de sã consciência a não pautar por esta vida", alertou.
Segundo a vítima, já não é a mesma pessoa, o seu estado clínico é preocupante e clama por ajuda a sociedade em geral para sua recuperação.
E diante dos nossos microfones, Feliciano, de 24 anos de idade, irmão menor do proprietário da suposta clínica e um dos funcionários daquela casa clandestina, explica que os produtos utilizados são provenientes de Portugal, e que nesta altura o seu irmão mais velho encontra-se foragido em solo Luso.








