Operativos do SIC do Porto de Luanda desmantelam estaleiros no Bengo e apreendem mais de 600 litros de combustíveis de contrabando
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através do seu departamento do Porto de Luanda, realizou uma série de operações, na manhã deste sábado, 2, que culminou com o desmantelamento de dois estaleiros e apreendeu mais de 600 litros de combustível de contrabando, na zona do Panguila e no desvio da Barra do Dande, província do Bengo.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, o produto era recepcionado a partir dos pontos estratégicos, com destino à província do Zaire, onde seriam transportados em algumas bombas de combustível da SONANGOL, PUMANGOL e SONANGALP, e, posteriormente, serem comercializados.
"Foram apreendidos mais de 600 mil litros de combustíveis, dentre os quais, gasolina, petróleo e gasóleo, encontrados em tanques onde eram efectuadas as misturas, e o produto final era desviado para os estaleiros", explicou.
Manuel Haliwa esclareceu ainda que o produto estava escondido em dois estaleiros clandestinos, onde eram desviados, situados, um no bairro do Panguila, ao passo que o outro está localizado nos arredores do Desvio da Barra do Dande.
Nestas zonas, o produto era misturado com gasóleo e petróleo, no sentido de aumentar o seu volume.
Enquanto que o produto final, conforme fez saber também aquele oficial de investigação, era transportado de forma ilícita no município de Mbanza Congo, província do Zaire, na região do Luvo, fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).
Os intervenientes eram controlados segundo um código que correspondia a cor dos tanques, e o Porta-voz avançou que os órgãos de investigação já têm em posse os apontamentos das acções realizadas pelos contrabandistas que, de certa forma, ajudarão a esclarecer os factos.
Por outro lado, Halaiwa reforçou que existe elementos do Ministério do Interior que estão directamente ligados ao contrabando de combustível e alguns já estão a ser investigados, no entanto, são estes que garantem a protecção dos contrabandistas.
O Na Mira do Crime soube que os referidos estaleiros pertencem a um empresário identificado por Francisco Muanzo.








