Filmado a sua própria morte? - Agente da URP morre afogado no Bengo
Um agente de primeira afecto à Unidade de Reação e Patrulhamento do Comando Provincial do Bengo que, em vida, respondia pelo nome Domingos Gomes Branco, de 33 anos de idade, morreu na última segunda- feira, 28, vítima de afogamento no rio Lifone na comuna de Kicabo, depois de visitar a sua terra natal. Colegas dizem que o malogrado terá filmado a sua própria morte, facto ainda não confirmado.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações ao jornal Na Mira do Crime, Gaspar Gomes, irmão do malogrado, conta que o seu irmão vivia na zona da Açucareira, município do Dande, província do Bengo, e é efectivo do Ministério do Interior há dois anos, ostentando a patente de agente de primeira.
Segundo o familiar, o seu irmão estava a frequentar o curso de corneteiro da Polícia Nacional, na zona da Camama, em Luanda, e que nos últimos dias, encontrava-se já na fase preparatória do encerramento do referido curso.
No domingo, 27 de Outubro, o seu irmão e amigos realizaram uma visita à comuna de Kicabo, sua terra natal, tendo mais tarde regressados à casa. No dia seguinte, 28, o mesmo com mais 8 amigos um dos quais membro familiar regressaram àquela comuna com o propósito de recolher alguns mantimentos na lavoura da mãe de um amigo.
Informações colhidas pelos familiares dão conta que após colherem os mantimentos decidiram tomar banho no rio, numa zona distante do local habitual. "É mesmo ai onde se afogou", contou, salientando que um dos amigos disse que o malogrado filmou a sua própria morte, facto que suscitou vários questionamentos sobre as reais causas da morte.
"Se realmente ele estava com o telefone, como é possível o aparelho aparecer no interior da viatura juntamente com a sua roupa ", questionou, incrédulo,) um dos familiares.
"Nós não entendemos como é que os amigos não conseguiram perceber que o seu camarada caiu; sabemos que eles gozam a presunção de inocência, nós não fizemos acusação que eles foram os causadores da morte do nosso irmão, mas também não fechamos a hipótese de eventualmente ter existido alguma coisa ", salientou o irmão.
Acrescentou foi necessário um trabalho árduo do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, que precisou de mais de 8 horas para resgatar o cadáver, em função do local em que esteve preso.
Afirmou que a família tem um contacto permanente com o SIC, de não prender para investigar, mas sim investigar e posteriormente ter uma actuação mais coerente. Disse ainda que estão a esperar pelos resultados da autópsia. "Nesta altura, o cadáver foi transladado para Luanda, onde foi feita a autópsia", informou.
Sublinhou que em função dos resultados da peritagem médica, a família, junto do Serviço de Investigação Criminal, terá uma actuação que se ajuste ao contexto.
Este jornal sabe que o Comando Provincial da Polícia Nacional na Província do Bengo prestou todo apoio necessário para a realização do funeral que teve lugar no sábado, 02 de Novembro, na comuna do Kicabo, sua terra natal.








